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PG transforma barracões do IBC em polo industrial

Três empresas irão se instalar nas estruturas, investindo mais de R$ 3 milhões e gerando mais de 100 vagas de emprego

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Fernando Rogala

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Foram regulamentadas, pelo município de Ponta Grossa, as permissões de uso dos barracões do antigo Instituto Brasileiro do Café (IBC) por três empresas. O decreto foi publicado na edição desta segunda-feira (25) do Diário Oficial do Município, com a autorização para a WAM Licitações e para a TCM Comércio de Materiais de Construção – o decreto para a terceira empresa, a Ampére do Brasil já foi publicado há um mês, em 25 de maio. A liberação do imóvel para as empresas deverá ocorrer nas próximas semanas, já que há um último trâmite legal, a confecção do Termo de Permissão de Uso. Os investimentos por essas empresas irá superar a casa dos R$ 3 milhões, com a geração de mais de 100 vagas de emprego diretas. 

Através do último termo, as empresas e o município assumem os comprometimentos, e a partir daí há a contagem de tempo para a implantação e para o término da implantação. Segundo Adilson Strack, coordenador municipal de desenvolvimento industrial, o trâmite final inclui a procuradoria e o departamento de compras, que é o órgão responsável por esse termo. “Mas é uma situação rápida; acredito que em 15 ou 20 dias esteja concluído”, relata. Após essa assinatura, recebem a autorização para entrar no imóvel, com um contrato de permissão de uso de dez anos.

A partir da assinatura desse documento final, as empresas terão seis meses para iniciar e dois anos para terminar a reforma dos barracão onde elas estarão instaladas. “Porque no acordo, conforme a lei e decreto, a empresa é responsável pela reforma, a implantação de cada atividade diferente e também, durante esse período de dez anos, será responsável pela manutenção”, esclarece Strack, lembrando que não haverá nenhum ônus financeiro para o município. Isso é o mais positivo, explica o diretor, já que há a possibilidade de recuperação de um imóvel, que pertencia à Prefeitura, que necessitaria de um grande investimento para o tornar utilizável, além de gerar empregos e dividendos ao município. 

Pelo fato de que as três empresas vão utilizar o mesmo barracão e subdividi-lo, conforme a área concedida a cada um deles, construindo uma espécie de ‘condomínio industrial’, Strack acredita que as empresas deverão estar aptas para iniciar a produção no mesmo tempo, mesmo levando em conta o fato de que as empresas atuam em ramos diferentes. “O início de operação vai depender individualmente de cada um, dependendo da atividade, depende de uma reforma diferente. Mas creio que as três deverão fazer todo o trabalho de reforma de maneira conjunta, como em um condomínio”, conclui. 

Estrutura deverá favorecer a criação de um ‘condomínio industrial’

Os barracões do antigo IBC estão localizados na região do Distrito Industrial, próximo à indústria Heineken. Os investimentos serão parecidos: R$ 1,1 milhão para a Ampere, que ocupará um espaço maior, de 7.616,44m²; também R$ 1,1 milhão para a WAM, que receberá uma área de 5.170,08 m²; e mais R$ 1 milhão por parte da TCM, que irá aplicar seus recursos em uma estrutura de 5.101,20 m². A geração de emprego será de 41 vagas para a primeira, 46 para a WAM e 29 por parte da TCM, totalizando 116 postos de trabalho, no mínimo. As estruturas estão de posse do município há cerca de dez anos, repassadas pelo Governo Federal ao município na gestão de Pedro Wosgrau Filho. Ao lado do barracão que será ocupado pelas empresas, há uma outra estrutura, atualmente utilizada pela Prefeitura, pelas secretarias de Educação e de Saúde.

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