Gasolina sobe em PG mais que o dobro da média estadual

O município de Ponta Grossa registrou uma das maiores altas no preço da gasolina no Estado do Paraná. Após o reajuste anunciado pela Petrobras no dia 5 de novembro, de 3% no preço do derivado do petróleo, o valor médio do litro do combustível em Ponta Grossa saltou de R$ 2,905, no dia 4, para R$ 2,986 no dia 11, de acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O aumento, de R$ 0,081, representa um acréscimo de 2,78%, se apresentando como a terceira maior alta do estado entre os 31 municípios analisados na pesquisa semanal. O preço na cidade varia de R$ 2,780 a R$ 3,140.
O crescimento no valor foi acima do dobro da média estadual, cujo reajuste foi de 1,23%, ao preço do litro passar de R$ 2,916 para R$ 2,952. Dessa forma, o preço da gasolina em Ponta Grossa, que estava abaixo da média estadual, está R$ 0,034 acima. Nos municípios de Almirante Tamandaré e Santo Antônio da Platina não houve alterações, enquanto que em Maringá, o preço caiu 0,7%. Em termos nacionais, o reajuste médio foi de 1,55%, subindo de R$ 2,966 para R$ 3,012. Entre os 26 estados e o Distrito Federal, apenas três tiveram um reajuste médio superior ao registrado em Ponta Grossa: Roraima (2,79%), Piauí (3,85%) e Ceará (4,77%).
O empresário do setor, Geraldo Fanchin, revela que a maior parte dos empresários repassou o reajuste aplicado pelas distribuidoras. A ANP comprova: o valor pago pelos postos do município às distribuidoras foi 2,6% mais alto que na semana anterior. “No meu caso, repassei exatamente o reajuste da distribuidora. Mas alguns empresários repassaram um pouco mais. Em dezembro, em função do 13º, há mais encargos trabalhistas e o pessoal começa a ter uma gordurinha a mais na margem. Mas não vi reajustes absurdos na cidade”, diz.
O vice-presidente da Associação dos Operadores de Postos de Combustíveis da região, Hélio Sacchi, acredita que os postos que repassaram um valor maior estão na região central, mas lembra que, além do reajuste da Petrobras, houve outro incremento. “Depois, houve um aumento do imposto de ICM, de centavos que voltam para a bomba”, relata.
Informações do Jornal da Manhã.





















