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Defesa de Rafael Conrado aposta em novo laudo

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Gabriel Sartini

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Um novo laudo pericial apresentado pela defesa do caminhoneiro Rafael Conrado aponta para a inocência do rapaz na tragédia registrada no dia 3 agosto na BR-376. O acidente matou cinco pessoas da família Scheifer e comoveu os moradores de Ponta Grossa. Davidson da Silva, advogado de defesa de Conrado, trouxe o laudo até a redação do Jornal da Manhã e argumentou que Rafael segue preso no Hildebrando de Souza de maneira injusta.

O laudo apresentado foi feito pela seguradora do caminhão de Conrado – o documento aponta para o fato de Rafael ter sido fechado por outro caminhão e não batido contra a traseira do veículo. “O Conrado foi injustiçado e está sendo julgado publicamente de maneira injusta. Nos autos só constam provas da acusação. Ele está preso de maneira irregular”, ponderou Davidson.

O documento da seguradora traz indícios de que a cabine do caminhão ficou destruída apenas do lado direito – o que comprovaria que Conrado foi jogado para fora da vista por uma “abalroada lateral”, conhecida popularmente como ‘fechada’. “Se a colisão fosse traseira o Conrado teria morrido ainda no local do acidente”, complementou Silva.

Os laudos apresentados por Davidson foram anexados ao processo criminal. Outro questionamento de Davidson atinge a Polícia Rodoviária Federal (PRF) – o advogado argumenta que o motorista do caminhão que teria fechado Conrado deveria ter sido ouvido na delegacia na noite da tragédia e não liberado logo em seguida ao acidente. “O caminhoneiro seguiu viagem do local com parte da traseira destruída e até mesmo sem o para-choque. Isso não poderia acontecer”, argumentou.

O inspetor da PRF, Aroldo Rauch, refutou os apontamentos feitos pelo advogado de Conrado e reafirmou que, no entendimento da Polícia, Conrado estava alcoolizado e provocou a tragédia. O advogado que representa a família Scheifer, Fernado Madeira, também refutou os argumentos da defesa.

Família de Rafael passa dificuldades

Rafael Conrado segue preso no Hildebrando de Souza desde o dia do acidente. A família do caminhoneiro pede a liberação do rapaz – Conrado morava com os pais no Jardim Monte Carlo. Airton Conrado, pai de Rafael, conta que o filho é mais uma das vítimas do acidente. “Nosso filho está preso injustamente, ele foi mais uma vítima daquela tragédia. O Rafael nos ajudava em casa e desde então tem sido muito difícil”, explicou. A mãe de Conrado está desempregada e a família passa por dificuldades financeiras.

Informações do Jornal da Manhã.

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