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Família de PG pede por justiça em crime que comoveu Curitiba

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| Autor: Rodrigo de Souza

Rodrigo de Souza

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A Justiça de Curitiba inicia o julgamento de Orlando Carlos Genol da Rocha, de 57 anos, na próxima segunda-feira (24). O homem é acusado de matar a esposa Ane Mari Gubert, na época com 52 anos, com um tiro na nunca. O caso aconteceu no dia 11 de setembro de 2010, no bairro Água Verde, na capital do estado.

Apesar da vítima estar morando em Curitiba, a família dela reside há anos em Ponta Grossa. Anelize Gubert, uma das sobrinhas de Ane Mari, conta que o caso mexe até hoje com todos os familiares. "Ficamos sabendo por telefone, o próprio Orlando ligou para nós. Mas ele disse que ela havia cometido suicídio, então fomos correndo para lá. Quando chegamos, ele já estava algemado e os policiais disseram que não foi bem assim", conta a sobrinha.

O caso comoveu a cidade de Curitiba. Em depoimento para a polícia, o homem afirmou que os dois tiveram uma discussão - iniciada após Ane Mari descobrir que ele possuia um relacionamento pela internet - quando ele pegou uma arma e tentou se matar. Na sequência, Ane teria tirado o revólver do marido e jogado no lixo. Mais tarde, ela pegou a arma do lixo e ameaçou suicídio. Orlando explica que foi tentar tirar a arma da mulher, quando acabou disparando acidentalmente, matando-a na hora.

O homem saiu correndo e pedindo por socorro - além de tentar chamar a polícia, segundo relatado por ele no boletim de ocorrência. Uma vizinha, também em depoimento aos policiais, afirma que ouviu a discussão do casal e, na sequência, um forte barulho - provavelmente do disparo. A mulher viu o rapaz pedindo socorro e foi até o apartamento do casal e encontrou Ane Mari morta.

No entanto, o tiro na nuca leva os policiais a acreditatem que o caso pode não ter sido acidental. Além disso, a investigação encontrou, no notebook da vítima, uma espécie de 'diário', onde Ane Mari relata ser agredida pelo marido contantemente há mais de um ano. "Os relatos da minha tia diziam coisas horrorosas, como 'nunca apanhei na cara de ninguém, nem do meu pai e nem da minha mãe' ou 'nunca tive a roupa rasgada por ninguém'. É horrível", declara a sobrinha da vítima.

Pedido de Justiça

Os familaires esperam que o suspeito seja punido severamente pelo crime. O advogado da família, Fernando Madureira, explica que a pena máxima para esse caso - homicídio duplamente qualificado - é de 30 anos de prisão em regime fechado. "A expectativa é que ele pegue, no mínimo, 16 anos de prisão, principalmente pelos agravantes", conta o advogado. Orlando será julgado sob as qualificações de 'motivo fútil', já que a mulher teria morrido porque havia descobrido que ele possuia um relacionamento pela internet, e por 'recursos que impossibilitaram a defesa da vítima', já que o tiro foi dado, supostamente, pelas costas.

A sobrinha de Ane Mari, Anelize Gubert, pede que a pena seja a mais severa possível para evitar que o caso se repita. "Sabemos que nada irá trazer a minha tia de volta, mas precisamos mostrar para a sociedade que pessoas que cometem esse time de crime não irão ficar impunes perante a justiça", declara.

A família está mobilizando a União Brasileira de Mulheres no caso, já que o rapaz teria cometido crimes de violência doméstica por muitos anos - de acordo com algumas evidências. A sentença ainda não tem data para sair.

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