Caminhoneiro começa a ser julgado após acidente na BR-376
Rafael Conrado começou a ser julgado ontem (17) no Fórum da Comarca de Ponta Grossa – o julgamento teve início 107 dias depois da tragédia na BR-376 que matou cinco pessoas da família Scheifer. O caminhoneiro é apontado como causador do acidente e os advogados de acusação acreditam em júri popular e pena máxima para Conrado. Já o advogado de defesa do caminhoneiro questiona as provas até então apresentadas, principalmente o teste do bafômetro feito por Rafael.
Durante a audiência de instrução, dois policiais rodoviários foram ouvidos – os profissionais atenderam a ocorrência registrada no dia 3 de agosto e realizaram o teste do bafômetro em Conrado – o caminhoneiro já tinha saído do local e estava no Pronto Socorro Municipal. Segundo Fernando Madureira, advogado de acusação que representa a família das vítimas, a confirmação dos policiais sobre a execução do teste do etilômetro leva, necessariamente, o caso ao tribunal do júri. “Sabendo que ele dirigia após ter ingerido bebida alcóolica, esperamos que o caso seja levado a júri popular e que a pena seja a de 30 anos”, argumentou Madureira.
Já a defesa de Conrado faz questionamentos sobre o as provas apresentadas pela acusação. Davidson de Oliveira representa o caminhoneiro e acredita na absolvição de Conrado. “Não concordo com a prisão preventiva do meu cliente. Temos laudos e dados que vão contra as provas apresentadas até o momento”, explicou Davidson. O principal argumento do advogado é sobre o teste do bafômetro: o defensor diz que Conrado só foi ‘pego’ na terceira tentativa. “O Conrado já estava no Hospital, sob efeitos de remédios. O teste foi feito horas depois e só apontou alguma irregularidade na terceira tentativa”, pondera Davidson.
Família pede justiça em protesto
Parentes e amigos das vítimas realizaram uma manifestação em frente ao Fórum durante o julgamento de Conrado. Segundo Robson Scheifer, a família pede que Conrado vá a júri popular e responda pelas cinco mortes – a colisão foi registrada no dia 3 de agosto e comoveu a cidade. “Lutamos não só por nós, mas por todas as famílias que já passaram por isso e sabem a dor que é perder pessoas importantes”, contou Robson. Rafael Conrado segue preso na Cadeia Pública Municipal Hildebrando de Souza.





















