Inadimplência e queda na arrecadação prejudicam a Prefeitura
Executivo afirma que devolução da Câmara é historicamente usada para pagar segunda parcela do 13º dos servidores

A Prefeitura de Ponta Grossa, representada pelo prefeito Marcelo Rangel (PSDB) e parte do secretariado, explicaram aos membros do Legislativo sobre as condições das finanças da Prefeitura. O município vem enfrentando dificuldades no cumprimento de suas metas orçamentárias, em decorrência do alto índice de inadimplência e a queda de outras receitas.
Em 2017, Ponta Grossa deixou de receber R$ 60 milhões do não pagamento de IPTU e Coleta de Lixo. Em 2018, nos seis primeiros meses do ano, a inadimplência já chega a R$ 25 milhões. Além da inadimplência, a Prefeitura também vem precisando adaptar seu orçamento em decorrência de outras perdas de receita, como a redução nos valores de ICMS e ISS, em decorrência do período sem produção e comercialização durante a paralisação dos transportes. Na primeira semana de junho, o valor de ICMS recebido pelo Município foi de apenas um terço da previsão.
O prefeito Marcelo Rangel (PSDB) reforçou que é por conta destes fatores, somado à instabilidade econômica enfrentada por todos os municípios brasileiros, que a administração “não tem condições de realizar neste momento o reajuste dos servidores, com a reposição da inflação do período”. A sobra de orçamento da Câmara de Vereadores, indicada nesse momento no valor de R$ 6 milhões, já é historicamente utilizada pelo Município para compor o pagamento da 2ª parcela do 13º salário no final do ano, quando a receita do Município tende a cair ainda mais.
A Prefeitura de PG segue “comprometido com o reajuste dos servidores, mas está trabalhando com responsabilidade, fazendo uma proposta que está dentro de suas possibilidades financeiras”, informou o município em nota.
Com informações da assessoria.





















