Governo fará mudanças na tabela de fretes | aRede
PUBLICIDADE

Governo fará mudanças na tabela de fretes

Após reuniões com o setor cooperativista e agropecuarista, governo reconheceu que nova tabela está ‘inviável’

Imagem ilustrativa da imagem Governo fará mudanças na tabela de fretes
-

Fernando Rogala

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

A política de preços mínimos do transporte rodoviário de carga segue gerando debate no Brasil. Conforme matéria veiculada pelo Portal aRede nesta terça-feira, e na edição impressa do Jornal da Manhã nesta quarta, os novos valores estão impactando diretamente nas indústrias do agronegócio: algumas interromperam as atividades e há relatos de empresas trabalhando com preços antigos. Na terça-feira houve uma reunião entre lideranças do cooperativismo brasileiro e diretores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. Nesta quarta, a ANTT confirmou que vai realizar uma consulta pública para discutir com a sociedade os valores instituídos pela nova política, e o governo garantiu que vai rever os preços.

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que participou da reunião, apontou a inconsistências na tabela. “Houve uma forte sensibilidade e reconhecimento por parte da diretoria da ANTT sobre os impactos causados por essa MP ao setor produtivo, especialmente em relação às inconsistências das tabelas divulgadas e à necessidade de ajustes e revisões na remuneração do frete de retorno”, afirmou. Antes dessa reunião na ANTT, representantes de cooperativas agropecuárias e transporte reuniram-se com a gerente geral da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, para os ajustes relativos aos preços mínimos para o transporte.

Em nota emitida recentemente pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), houve a manifestação da preocupação com a decisão do governo, classificando-a como “intervencionismo estatal na economia”. Para a Aprosoja, a “autorregulação dos preços do frete deve ser conduzida, única e exclusivamente, pelo mercado, seguindo o princípio básico da economia de oferta e demanda” e “o tabelamento certamente elevará o preço dos fretes, e consequentemente, o preço de todos os preços finais de produtos ao consumidor”.

Em declaração à imprensa, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi reconheceu que a atual tabela é bastante elevada e que ‘praticamente inviabiliza o setor produtivo’. Ele justificou que, devido às paralisações, os cálculos feitos foram bastante corridos, e que, com isso, alguns ficaram imprecisos – há registros de variações de até 150%. Porém, diante dessas informações, da revisão dos valores e da realização da consulta pública, os caminhoneiros já se mostraram contrariados, sinalizando, inclusive, para novas paralisações. Atualmente, a MP determina que os preços deverão ser reajustados semestralmente: nos dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano.

Tabela de fretes onera indústrias do agronegócio em PG

O Polo Moageiro de Ponta Grossa é impactado pela nova política de preços anunciada pelo Governo Federal. Como já revelou Ricardo Nascimbeni, Diretor de Supply Chain da área de grãos da Cargill para América Latina, a fábrica de processamento de grãos está rodando normalmente, mas os fluxos de soja na planta de fato reduziram nesses últimos dias, devido a imposição da tabela de fretes. “Na avaliação da Cargill, o tabelamento é incompreensível e traz enormes impactos financeiros, comprometendo as operações no país e os avanços do agronegócio”, relatou o diretor  de Supply Chain.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right