Abastecimento de gás deve normalizar em 30 dias
Com alta procura e filas em revendas, Campos Gerais vive crise da escassez do gás de cozinha nas revendas

Mesmo com o fim da greve dos caminhoneiros na última quarta-feira (30), os estoques de gás de cozinha seguem baixos nos Campos Gerais e não atendem a alta procura pelos botijões. Nas revendas, os carregamentos que chegam duram poucas horas devido às filas.
Dono da Gás Express Ultragaz do Bairro Uvaranas, Hélio Christófoli Jr recebeu um caminhão por volta das 14h30 desta segunda-feira (4). Logo que o produto chegou, uma fila se formou e toda a mercadoria foi vendida. “Deu para uma hora e meia (o gás recebido)”, conta.
Além da alta procura nas revendas, casos de furtos e roubos de botijões foram registrados neste fim de semana na região. No município de Palmeira, um homem invadiu uma casa na noite de sábado e roubou o botijão. O ladrão usou uma faca para ameaçar os moradores. Já em Ponta Grossa, bandidos arrombaram o Colégio Estadual Professor João Ricardo Von Borell e furtaram cinco botijões de gás.
Sem condições de preparar a merenda, os alunos se alimentaram apenas com bolachas na manhã desta segunda-feira (4). A direção procurou gás em revendas da cidade desde cedo, mas não conseguiu encontrar. No entanto, doações feitas por um ex-aluno e professores garantiram dois botijões, que devem durar pelos próximos três dias. “Além dos dois botijões e de três cargas doadas por professores e um ex-aluno que é policial, recebemos uma arrecadação em dinheiro, mas não temos onde comprar”, diz a diretora da escola, Claudete Aparecida de Campos Albuquerque.
A dificuldade em manter os estoques atinge todas as revendas da região. A previsão do Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo (Sinegas) é que a normalização do abastecimento aconteça dentro de 30 dias. “A demanda de gás está muito grande. Tivemos, praticamente, dez dias parados sem poder carregar e é impossível repor estes dez dias em três ou quatro dias. Os estoques de todas as revendas zeraram. Está bem complicada a situação de Castro, Piraí, Ponta Grossa, Tibagi. Toda a região está praticamente sem gás”, afirma o representante do Sinegas em Castro, Vanderlei Furtoso.
Inverno aumenta consumo
Além das filas longas nas revendas, a queda nas temperaturas podem contribuir para a falta do produto e a demora na reposição dos estoques. Segundo o Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo (Sinegas), no inverno o consumo de gás é maior. “Nesta época já temos um grande consumo e, com esta situação atípica da greve, teremos sérias dificuldades em repor o estoque”, diz o empresário Vanderlei Furtuoso.





















