Cigano pega 12 anos de prisão por homicídio

O Tribunal do Júri de Ponta Grossa condenou ontem (13) o cigano Nadi Alves, mais conhecido como Badinho, de 38 anos, pela morte do vigia Lauricy Faustino. O crime aconteceu em 2008, no núcleo Santa Mônica. Badinho foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado.
De acordo com o Ministério Público, o crime foi motivado por um caso de estupro ocorrido quatro meses antes, no mesmo bairro. A mãe de criação de Badinho, a cigana Terezinha Daiane de Souza, foi violentamente agredida e estuprada por Lucas Zanardini Faustino, filho de Lauricy, e outras pessoas.
Investigação da Polícia Civil apontou que Terezinha foi gravemente ferida pelos estupradores e, depois de ficar internada um longo período na Santa Casa de Misericórdia. O estado de saúde piorou e ela morreu pouco tempo depois. Três dias após a morte de Terezinha, Badinho e outros dois ciganos adolescentes voltaram a Ponta Grossa e assassinaram Lauricy, pai de Lucas. Ele foi morto com vários tiros de revólver à queima roupa no quintal de casa.
Durante os debates com a defesa, a Promotoria de Justiça criticou a ‘justiça com as próprias mãos’ e destacou que o crime vitimou um homem inocente que não concordava com o crime cometido pelo filho. Segundo o MP, o crime cometido vai contra o código de conduta cigano.
Após oito horas de julgamento, Badinho foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado. O processo ainda aguarda recurso.
Em 2009, Lucas foi processado e julgado pelo crime cometido contra Terezinha. Ele foi condenado a 25 anos e 10 meses de prisão e cumpre pena desde 2009 na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG). Ele só poderá obter livramento condicional a partir de 2025 se mantiver bom comportamento até lá.





















