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Associação dos Oficiais defende comandante da PM

Assofepar emitiu nota manifestando apoio ao tenente-coronel Edmauro de Oliveira Assunção, afastado do comando do 1º BPM após ação em Castro

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Da Redação

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Assofepar emitiu nota manifestando apoio ao tenente-coronel Edmauro de Oliveira Assunção, afastado do comando do 1º BPM após ação em Castro

A Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná (Assofepar) emitiu uma nota manifestando apoio ao tenente-coronel Edmauro de Oliveira Assunção e também a todos os policiais que participaram da ação de liberação na PR-151, em Castro. O uso de bombas de efeito moral por parte da Polícia Militar levou a governadora Cida Borghetti a determinar a troca de comando do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o que gerou manifestações imediatas de lideranças políticas da região.

A entidade ressalta que houve negociação por aproximadamente duas horas “esgotando assim, todas as possibilidades de diálogo com os manifestantes, a maioria dos quais não tinha qualquer relação com os caminhoneiros e suas causas. Somente como último recurso o efetivo de choque foi empregado”. A Assofepar lembra que a polícia garantiu a segurança tanto dos manifestantes quanto da população em geral durante todos os dias de protestos e bloqueios, garantindo também a circulação de veículos de carga em território paranaense.

A associação também lembra que na tarde de terça-feira (29) “houve determinação clara do Governo no sentido de que todas as rodovias do Estado que se encontravam bloqueadas fossem desobstruídas na manhã desta quarta-feira”. “Assim como ocorreu nas demais regiões do Paraná, também na área circunscricional do 1º Batalhão de Polícia Militar, sob o Comando do Ten.-Cel. Edmauro, em quase a totalidade dos pontos de bloqueio os manifestantes atenderam a solicitação das autoridades policiais militares”, ressalta a entidade.

No ponto em que houve o conflito que levou ao afastamento de Edmauro, a PM buscou uma solução pacífica por aproximadamente duas horas, segundo a Assofepar. Foram duas horas de negociações, informa a Associação, “esgotando assim, todas as possibilidades de diálogo com os manifestantes, a maioria dos quais não tinha qualquer relação com os caminhoneiros e suas causas. Somente como último recurso o efetivo de choque foi empregado, agindo em consonância com as normas e técnicas vigentes no plano nacional e internacional, observando rigorosamente o uso seletivo e gradual da força”, garante a entidade.

“É muito importante destacar que nesta ocorrência dois Militares Estaduais foram feridos por manifestantes, mas não há registro de que um civil sequer tenha sido lesionado”, frisa a Assofepar. A entidade se disse insatisfeita e indignada com a decisão da governadora “em razão de legítima ação policial, posto que evidentemente realizada em observância à legislação, à técnica e à decisão do governo”.

“Com o devido respeito que nutrimos pela Senhora Governadora, não podemos deixar de manifestar nosso descontentamento. Consideramos essa atitude precipitada e prejudicial. A Classe dos Oficiais recebe como uma punição antecipada, injusta e descabida, que desconsidera os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, gerando instabilidade e afetando o moral destes profissionais que se dedicam continuamente em defesa do povo paranaense e que esperam minimamente a consideração das autoridades constituídas, especialmente da Senhora Governadora”.

Por fim, a entidade também garante que espera diálogo por parte de Cida Borghetti, assim como houve com os caminhoneiros, e que ela “demonstrará também consideração para com os Militares Estaduais, reconduzindo o Ten-Cel. QOPM Edmauro de Oliveira Assunção ao Comando do 1º Batalhão, aguardando o deslinde das investigações já determinadas, para então, com os fatos aclarados, tomar um posicionamento mais fundamentado”.

Lideranças se manifestam

Pouco tempo depois do anúncio da governadora, diversas lideranças de diferentes partidos e posicionamentos políticos se manifestaram contrários à decisão do Executivo Estadual. No grupo ‘aRede – Política em Foco’, que reúne as principais lideranças políticas dos Campos Gerais e é um importante fórum de discussão regional, os deputados federais por Ponta Grossa, Sandro Alex (PSD) e Aliel Machado (PSB) anunciaram que devem se unir para conversar com a governadora sobre a decisão e ganharam o apoio do deputado estadual Márcio Pauliki.

A prefeita em exercício de Ponta Grossa, Elizabeth Schimidt, o procurador-geral do Município, Marcus Freitas, e o presidente da Associação Paranaense Dos Oficiais da Reserva Das Forças Armadas Brasileiras, Carlos Lopatiuk, foram outros que se manifestaram a favor da permanência de Edmauro no comando do 1º BPM, assim como o prefeito de Carambeí, Osmar Blum, o ex-secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, e o delegado-chefe da 13ª Subdivisão Policial, Danilo Cesto. 

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