Justiça inicia julgamento de suspeitos no 'Caso Felipe Passos'
A 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa iniciou hoje o julgamento dos envolvidos em atirar no missionário Felipe Passos, de 23 anos. O caso aconteceu em janeiro do ano passado, quando três pessoas acabaram disparando tiros na nuca de Felipe, que perdeu o movimento de parte do corpo.
Bruno Roberto da Silva Alves, Robson Machado Fernandes e Douglas Ferreira Pedroso foram presos pela Polícia Civil em agosto e respondem por roubo seguido de lesão corporal grave, além de corrupção de menores – os três acusados podem pegar até 19 anos de reclusão em regime fechado.
O crime teria sido arquitetado por uma menina que, na época, era menor de idade. Namorada de um dos rapazes, ela integrava o grupo de jovens de Felipe e sabia onde o dinheiro - cerca de R$25 mil que seriam utilizados para uma viagem à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) - estaria escondido. A jovem não está presa e responderá pelo crime junto à Vara de Infância e Juventude.
Segundo os advogados Fernando Madureira e Ângelo Pilatti Junior, representantes de Felipe, o objetivo é que os acusados recebam pena máxima pelo crime – quatro anos por corrupção de menores e 19 anos por roubo qualificado com lesão corporal grave. “Entendemos que a pena tem que ser máxima pelas circunstâncias do crime. Felipe foi alvejado na nuca de maneira maldosa”, contou Madureira.
Já o advogado de defesa de dois dos réus do caso, Luiz Carlos Simionato, aponta “contradições” nos primeiros depoimentos das testemunhas de acusação. “Alguns dizem que eles estavam de capuz, outros dizem que estavam com o rosto descoberto. Na verdade não existe nenhuma prova concreta contra os rapazes, eles estão presos injustamente”, explicou Simionato, responsável pela defesa de Bruno Roberto e Douglas Ferreira.
Os três rapazes serão ouvidos pela Justiça no dia 11 de dezembro. O crime foi registrado no dia 13 de janeiro do ano passado no Núcleo Santa Marta e teve repercussão nacional.





















