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Prefeitura cancela obras para pagar conta do lixo

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Gabriel Sartini

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O Governo Municipal pretende remanejar R$ 787 mil da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, além de apostar no excesso de arrecadação do fim do ano, para pagar contas atrasadas com fornecedores. Ao todo, R$ 2,9 milhões devem ser destinados às dívidas.

A maior parte dos recursos previstos para a pavimentação de ruas e obras nas galerias pluviais da cidade será utilizada para quitar parte dos débitos com a Ponta Grossa Ambiental (PGA). Do montante total, a Prefeitura vai aplicar R$ 2,2 milhões para manter a coleta de lixo no município e o restante, R$ 723 mil, será utilizado no pagamento da conta de telefone e internet do Palácio da Ronda e demais prédios públicos.

Atualmente, os serviços de limpeza urbana são pagos anualmente pelos contribuintes diretamente à Prefeitura, que deve repassar mensalmente algo entre R$ 1,5 milhões e R$ 2 milhões à concessionária. O valor varia conforme o volume de lixo gerado pelos ponta-grossenses mês a mês. Entretanto, com três faturas atrasadas, a dívida do governo com a PGA já ultrapassa R$ 10 milhões. Ocorre que, além do atraso, a empresa ainda aguarda a reposição da inflação, garantida no contrato com o município, desde 2012.

O remanejamento dos recursos ainda deve passar pela aprovação dos vereadores, na próxima semana. Com dificuldades de caixa, o governo pediu urgência à aprovação do projeto de lei, que autoriza o repasse do dinheiro à PGA e às empresas de telefonia. De acordo com o presidente em exerício da Câmara, George Luiz de Oliveira (PMN), a proposta entra na pauta da próxima sessão e será votado em dois turnos.

Ex-líder do governo no Legislativo, George alertou para a necessidade do repasse à PGA e disse que a coleta do lixo pode ser interrompida na cidade. “Vamos ter que votar em duas discussões, em regime de urgência, na próxima sessão, porque a cidade corre o risco de ficar sem coleta do lixo”, afirmou.

Embora reconheça as dificuldades financeiras da empresa, o diretor da PGA, Marcus Borsato, descarta a possibilidade de interrupção nos serviços de coleta de lixo. De acordo com Borsato, mesmo com caixa apertado, a limpeza urbana será mantida devido à essencialidade dos serviços. “Estamos fazendo todo o possível para não parar, entendemos as dificuldades de caixa do município e estamos buscando alternativas para manter os serviços”, diz.

Lei exige que taxa do lixo seja aplicada na limpeza urbana

Com a intenção de evitar futuros atrasos no repasse e desequilíbrio financeiro na concessionária do lixo, os vereadores aprovaram há um mês o projeto que cria o Fundo Municipal de Limpeza Urbana. A lei é de autoria de Delmar Pimentel (PP) e conta com assinatura de outros vereadores. De acordo com o projeto já aprovado, os recursos arrecadados pela taxa do lixo serão armazenados no fundo e gerenciados por um Conselho Municipal, que definirá a destinação do dinheiro. Durante a discussão do projeto, Delmar destacou que houve casos em que o dinheiro recolhido pela taxa não foi utilizado na limpeza urbana, já que era depositado na conta geral do município.

Informações do Jornal da Manhã.

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