Sem gás, Hospital Regional pode interromper atividades
Abastecimento da unidade está prejudicado com a greve dos caminhoneiros e transportadores. Negociação para liberação da carga continua
O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HURCG) pode interromper as atividades diante da falta de gás GLP (gás liquefeito de petróleo). De acordo com o professor Everson Krum, diretor da unidade médica, o gás é fundamental para uma série de procedimentos, entre eles dar banho de água quente nos pacientes e para a cozinha – o Regional não conta com chuveiros elétricos, apenas a gás. O estoque da unidade médica deve acabar na manhã desta quarta-feira (30).
Segundo Krum, o caminhão com o carregamento enviado ao Hospital está parado em um bloqueio no posto Panorâmico, na BR-376, feito pelos transportadores e motoristas que estão em paralisação. “Os responsáveis pelo transporte do gás estão tentando uma liberação junto à Defesa Civil estadual, mas caso eu não tenha um reforço no estoque, boa parte das atividades do Hospital vão acabar sendo prejudicadas já na quarta-feira”, explica o diretor.
De acordo com Everson, além do problema causado no banho quente dos pacientes, também haveriam reflexos na cozinha do hospital e na maioria dos procedimentos. “Essa vai ser a primeira vez na história que algo do tipo aconteceria, nós teríamos que aplicar um plano b, transferir pacientes para outros hospitais”, contou Krum. A necessidade de transferência não atingiria os pacientes que estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Santa Casa e HGU
A Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Geral da Unimed (HGU) também tem sofrido com reflexos da paralisação dos caminhoneiros e transportadores. As duas unidades hospitalares suspenderam as cirurgias eletivas diante da falta de fornecimento de insumos básicos – as equipes médicas tem realizado apenas procedimentos emergenciais.





















