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Sindicância sobre fungos em livros completa um ano

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Gabriel Sartini

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Desde 13 de outubro de 2013, a Prefeitura de Ponta Grossa instaurou uma sindicância para investigar o desleixo que deixou cerca de 20 mil livros da Biblioteca Pública Municipal Bruno Enei serem consumidos por fungos. Desde o começo da investigação, cerca de 20 pessoas foram ouvidas – a última prestará depoimento no próximo dia 20 - mas até o momento ninguém foi punido ou indiciado.

Segundo Caroline Abilhoa, presidente da sindicância, existe uma dificuldade na investigação em encontrar as pessoas envolvidas ou citadas. “Cada pessoa que presta depoimento cita outra pessoa e assim as investigações vão se prolongando”, contou Caroline. Segundo a presidente da sindicância, a expectativa é de que o trabalho e o relatório final da investigação seja finalizado até a metade de dezembro. “A última pessoa citada será ouvida no dia 20 de novembro. A partir disso vamos trabalhar no relatório final da investigação”, explicou Abilhoa.

Caroline disse que mesmo com 20 mil livros sendo condenados (assim que a sindicância for concluída as obras serão incineradas), não houve prejuízo para o acervo da biblioteca. “Todos os livros raros que foram contaminados passaram por restauração e foram recuperados”, explicou a presidente. Segundo Caroline, atualmente o acervo da biblioteca municipal é três vezes maior do que era em 2013, época da descoberta da contaminação dos livros.

A sindicância pode pedir a punição de funcionários, ex-funcionários e até mesmo de administrações municipais anteriores. “Nós temos dificuldades porque as pessoas se referem a funcionários antigos. Até conseguirmos o contato, isso leva algum tempo”, afirma Caroline. De acordo com a presidente, a preocupação é ouvir todos os envolvidos e citados no caso para não culpar nenhum inocente na situação.

Leitores reclamam de acervo

A afirmação de que os leitores não foram “prejudicados” é questionada por frequentadores do local. Na época da contaminação, os livros estavam estocados no antigo prédio na Estação Saudade – hoje a biblioteca mudou para o moderno Complexo Cultural e leitores reclamam da falta de obras.

Esse é o caso de Fernanda Rodrigues Stadler , frequentadora assídua da Biblioteca Municipal que questiona o “vasto” acervo. “É muito triste a gente ver tantos livros serem destruídos pelo descuido da administração pública. Hoje a biblioteca ainda precisa de melhorias. Esses livros fazem falta aqui”, conta Fernanda.

Informações do Jornal da Manhã.

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