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Entidades pedem o fim da greve no Paraná

Para a Fiep, Faep e Acipg, as propostas anunciadas pelo governo no fim de semana já atendem as demandas solicitadas pelos caminhoneiros

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Fernando Rogala

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Entidades e lideranças, locais e estaduais, que mostraram-se solidárias às mobilizações na semana passada, atualizaram suas posições neste fim de semana e nesta segunda-feira (28). Após as propostas anunciadas pelo governo federal, na noite de domingo, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), pedem a compreensão, por parte dos caminhoneiros, e a respectiva liberação de mercadorias, por entender que as reivindicações dos transportadores já foram atendidas. 

No caso da Fiep, o presidente, Edson Campagnolo, fez um apelo para que os caminhoneiros tenham bom senso e encerrem a manifestação. “Desde o início do movimento a Fiep afirmou que as reivindicações eram justas e defendeu que o governo federal buscasse soluções. Entendemos que as medidas anunciadas neste domingo atendem à pauta de reivindicações dos caminhoneiros e, por isso, não há motivos para a continuidade dos bloqueios nas rodovias”, afirmou, acrescentando que as paralisações já trouxeram prejuízos incalculáveis, já que quase todo o parque fabril paranaense interrompeu suas atividades. 

Em nota emitida à imprensa, a Acipg, através do seu presidente, Douglas Fanchin Taques Fonseca, revelou que uma reunião extraordinária ocorreu na manhã desta segunda-feira, onde a instituição entendeu que o movimento cumpriu sua finalidade. “Atendidas as reivindicações dos caminhoneiros, através das medidas apresentadas na noite deste último domingo (27) pelo presidente da República Michel Temer, entendemos que o bom senso deve prevalecer sob pena de prejudicarmos não somente a indústria, a agricultura, o comércio e os serviços, mas também, toda a população”, dizia o texto.

A Faep emitiu ainda no sábado pela manhã uma nota, solicitando a retomada do abastecimento. “Ao longo dos dias de paralisação, os produtores rurais, por meio dos seus sindicatos, prestaram solidariedade aos caminhoneiros, mesmo arcando com prejuízos significativos, por saberem da justiça de suas demandas. Não foram poucos os episódios em que produtores participaram ativamente do movimento, com fornecimento de alimentos, cobertores e, sobretudo, com a compreensão. Porém, agora, uma vez atendida as reivindicações, a greve dos caminhoneiros perdeu a razão de continuidade. Restabelecer o abastecimento tanto de combustível como dos produtos de alimentação da população se faz urgente”, informava a nota oficial, assinada pelo seu presidente, Ágide Meneguette.

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