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AMTT sugere reajuste de 10% na tarifa de ônibus

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Gabriel Sartini

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O relatório da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), analisado ontem pelo Conselho Municipal de Transporte (CMT), aponta um reajuste de 10,7% na tarifa de ônibus de Ponta Grossa. Segundo levantamento apresentado aos conselheiros pelo presidente da AMTT, Eduardo Kalinoski, a nova tarifa da Viação Campos Gerais (VCG) custará cerca de R$ 2,90.

A projeção de alta no preço do transporte coletivo foi justificada pela AMTT a partir das notas fiscais da concessionária. De acordo com o presidente do CMT, Helmiro Bobeck, o aumento na quilometragem rodada pelos ônibus puxou o reajuste de 10%. “Com a construção destes novos conjuntos habitacionais, houve um acréscimo de 50 mil quilômetros rodados mensalmente”, comentou.

Além da quilometragem, também pesaram na projeção o reajuste no óleo diesel. A possibilidade da Prefeitura assumir os custos da manutenção dos terminais, com o intuito de aliviar o aumento da tarifa, foi descartada no relatório da AMTT.

A avaliação da nova tarifa durou pelo menos três meses, desde que a VCG concedeu o aumento salarial de 9% aos motoristas e cobradores e solicitou a compensação dos custos nas passagens. Entretanto, o reajuste tarifário tem sido represado há dois anos pela atual gestão.

O valor técnico sugerido pela autarquia é de R$ 2,88, mas vai variar para mais e para menos no pagamento em dinheiro e por cartão. Apesar da sugestão, novas reuniões serão feitas pelo CMT nas próximas semanas. O Conselho tem 15 dias para analisar os números e referendar o reajuste tarifário.

Os conselheiros voltam a se reunir na próxima terça-feira e, no dia 25 de novembro, promovem o último encontro para definir a nova tarifa.

VCG nega abertura de contabilidade

A Viação Campos Gerais (VCG) se negou a apresentar dados referentes a sua contabilidade ao Conselho Municipal de Transporte (CMT). De acordo com a lei 11.688/14, sancionada pelo prefeito Marcelo Rangel (PPS) em abril, a concessionária é obrigada a apresentar documentos relativos a sua folha de pagamento e número de passageiros junto ao pedido de reajuste na tarifa. Ao invés de levar o balanço financeiro, a VCG pediu que os conselheiros assinassem uma cláusula de confidencialidade sobre os dados exigidos em lei. O CMT negou a assinatura e levará o impasse à Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público.

Informações do Jornal da Manhã.

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