Moradias abandonadas da Prolar são invadidas

As 168 casas do Parque dos Sabiás são, mais uma vez, alvo de invasão de moradores insatisfeitos com a demora na entrega do empreendimento – a construção do conjunto habitacional se arrasta há mais de sete anos. Desde a última quinta-feira (06), famílias ocupam as casas e a Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar) negocia uma saída pacífica dos invasores. Segundo os manifestantes, 20 famílias estão no local; já a Prolar informa que cerca de quatro famílias participam do movimento.
Desde 2007 a construção das 168 casas do conjunto é alvo de polêmicas – a quebra de contrato e a abertura de novas licitações tem atrasado a obra. Desde então, o local tem sido alvo de vândalos e algumas das residências foram saqueadas. Além disso, uma estimativa da própria Prolar dá conta de que os prejuízos causados no local são maiores que o próprio valor investido.
Segundo Dino Schrutt, presidente da Prolar, uma nova licitação deve ser aberta para a conclusão das obras – o último contrato firmado junto a CPS (Companhia Pontagrossense de Serviços), foi quebrado pela própria Prolar. “Nosso objetivo é convencer as famílias a saírem amigavelmente do local, para não atrasar ainda mais o processo”, conta Schrutt.
Além de divergirem sobre o número de famílias acampadas no local, manifestantes e a Prolar também entram em conflito sobre o tempo que essas pessoas aguardam na fila pela casa própria. Edneia Pontes é tia de umas das manifestantes que estão no local e diz que algumas das pessoas já aguardam na fila da Prolar há mais de duas décadas. “Essas casas [Parque dos Sabiás] estão sendo destruídas pela ação do tempo e por vândalos, isso é um descuido enorme. As pessoas que estão aqui realmente precisam. Elas não tem condição de pagar alugueis”, contou Edneia.
De acordo com informações oficiais da própria Companhia, a Prolar tem cerca de 22 mil pessoas esperando na fila pela casa popular. “Existem cotas de atendimento para várias demandas. Temos feito o melhor para atender todos rapidamente”, explicou Dino. Em 2014 a Prolar planejou a entrega de 2.600 casas - 1.627 devem ser inauguradas até o final deste ano.
Companhia tenta concluir obras
Em agosto a Prolar rescindiu o contrato com a Companhia Pontagrossense de Serviços (CPS). A empresa era a responsável por mais uma tentativa de conclusão do conjunto habitacional – outras duas empresas que assumiram o empreendimento faliram antes da conclusão das obras. Apenas 55 casas foram entregues no local, outras 113 seguem abandonadas – parte das residências já foi saqueada e até mesmo danificada. O conjunto habitacional foi construído para abrigar famílias que moravam em áreas de risco.
Informações do Jornal da Manhã.





















