Justiça adia julgamento de dono de restaurante
Empresário é acusado de homicídio qualificado contra um homem que teria abusado sexualmente de seu filho em 2014

Empresário é acusado de homicídio qualificado contra um homem que teria abusado sexualmente de seu filho em 2014
A juíza Letícia Pacheco Lustosa decidiu adiar, a pedido do Ministério Público, o julgamento do empresário acusado de homicídio qualificado contra um homem que supostamente teria abusado sexualmente de seu filho. O crime aconteceu em março de 2014, época em que a vítima de abuso sexual tinha dez anos de idade. O adiamento foi motivado pela ausência de duas testemunhas consideradas essenciais pela Promotoria. O julgamento agora será realizado no dia 6 de agosto, novamente às 8h30.
O promotor Almir Carreiro Jorge Santos informou que os ausentes são os dois guardas municipais que chegaram primeiro ao local da ocorrência e efetuaram a prisão do réu. “Foram eles quem colheram as informações frescas no momento e são imprescindíveis para o andamento do júri”, alega. A ausência deles não foi justificada até a publicação desta matéria e ainda não há informações sobre a aplicação de multa contra eles.
O crime aconteceu dentro do restaurante do empresário. À época do crime, eles discutiram e o réu sacou uma arma, atirando duas vezes contra o homem de 52 anos, que morreu no local. Ele chegou a ser preso durante um dia, mas foi liberado logo em seguida. À Polícia Civil e também durante o desenrolar do processo, o réu argumentou que o homem morto por ele tinha abusado sexualmente de seu filho, que tinha 10 anos à época do crime.
A delegada Ana Paula Cunha Carvalho, que investigava o abuso sexual na semana em que o homicídio aconteceu, lembra dos detalhes do caso. “A vítima do homicídio já vinha dando presentes para o menino e na segunda-feira da semana do crime ele cometeu o abuso de fato, passando a mão nas partes íntimas do garoto e beijando-o”, relembra. No dia seguinte, o pai foi até o 3º Distrito Policial (DP) para registrar o boletim de ocorrência e a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito. “O pedido foi indeferido na quarta-feira e no dia seguinte houve o homicídio”, relembra a autoridade policial.
Para o advogado de defesa Ângelo Pilatti Junior, a expectativa é de absolvição do réu pela acusação de homicídio qualificado. “O pai procurou todos os recursos possíveis para evitar que seu filho sofresse um novo abuso, mas esse esforço foi infrutífero, ele já tinha procurado a polícia, mas não houve tempo para que o autor do abuso fosse preso”, relembra o advogado. O réu já tinha sido absolvido da acusação de porte ilegal de arma de fogo em outra etapa do processo.





















