Potencial de consumo de PG atinge R$ 8,66 bi
Alta nominal foi de 5,1%, atingindo um incremento real de quase 2,5%. Média de crescimento nacional foi de cerca de 3%

A movimentação econômica ponta-grossense terá um incremento real neste ano de 2018. A pesquisa IPC Maps, realizada pela IPC Marketing Editora, mostra que o potencial de consumo de Ponta Grossa para 2018 deverá atingir a cifra de R$ 8,66 bilhões, contra R$ 8,24 bilhões registrados em 2017, ou seja, uma movimentação R$ 420 milhões superior à registrada no ano passado. Em termos nominais, isso representa uma alta de 5,1%. Descontada a inflação no período de um ano (IPCA), na casa de 2,7%, mostra que o potencial de consumo deverá ter um aumento real de quase 2,5%. Os números foram revelados no final da tarde desta terça-feira (8).
Com esse resultado, Ponta Grossa manteve sua posição no ranking nacional de consumo, como a 68ª cidade com maior potencial de compra do Brasil. No Estado do Paraná, contudo, perdeu uma posição, e agora ocupa a 6ª colocação, atrás de São José dos Pinhais, que ultrapassou Ponta Grossa e saiu da 74ª posição nacional para a 63ª (muito em função da retomada da produção e exportação de automóveis e novos investimentos bilionários na área automobilística). O potencial de crescimento brasileiro real, já descontada a inflação, está na casa dos 3%, ou seja, um pouco acima da média municipal.
Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing Editora, lembrou que o cálculo de potencial de consumo mostra uma realidade regional de cada município. “Ponta Grossa teve um crescimento um pouco abaixo da média nacional. Pelo fato de não ter crescido tanto quanto a média do país, outros mercados acabaram crescendo, fazendo com que esse incremento chegasse nesse valor”, informa. Com isso, o ‘share’ de consumo da cidade em nível nacional caiu de 0,196% para 0,195%.
O fato de registrar um crescimento é um fator bastante positivo para o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonare. Ele lembra que os investimentos industriais já consolidados fizeram com que Ponta Grossa mantivesse resultados mais favoráveis nos últimos anos. “Este é um número importante, que vem pra comprovar o desenvolvimento econômico e o progresso da cidade, que são reflexos dos grandes investimentos industriais e da boa aplicação do dinheiro público. Também é importante destacar que dando apoio aos pequenos e médios empresários também podemos fortalecer toda a cadeia da economia” destaca.
Manutenção do lar e alimentação lideram ranking dos gastos
O levantamento aponta que a manutenção do lar deverá ser a maior responsável pelos gastos das famílias. Nesta conta, onde são incluídas os gastos com luz, água, telefone, gás, entre outros, irá consumir R$ 2,13 bilhões, ou seja, quase 25% do total gasto pelas famílias. Na sequência aparece a alimentação no domicílio, com R$ 896 milhões, e materiais de construção, com R$ 688 milhões. Há uma listagem com 21 locais para onde irão os gastos, mas os gastos com outras despesas se aproximarão de R$ 1,8 bilhão. Despesas com viagens, com recreação e cultura, e materiais de construção estão entre os que tiveram maior aumento em relação ao ano anterior.
Empresas
A pesquisa também aponta que Ponta Grossa possui 42,7 mil empresas. No ano passado houve um incremento no número de estabelecimentos de três dos quatro setores. A indústria, o setor de serviços e o de agrobusiness registraram alta, enquanto que o comércio foi o único com retração. Os 14,9 mil estabelecimentos existentes em 2017 foram reduzidos para 14,7 mil neste ano.





















