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UEPG completa 45 anos nesta quinta-feira

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Rodrigo de Souza

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A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) completa nesta quinta-feira, 6 de novembro, 45 anos de existência. Além dela, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) também estão de 'aniversário'. As três instituições estaduais de ensino superior foram criadas formalmente pela Lei Estadual nº 6.034/69.

A UEPG é fruto da incorporação das Faculdades Estaduais de Filosofia, Ciências e Letras; de Farmácia e Odontologia; de Direito; de Ciências Econômicas e Administração de Ponta Grossa já existentes e que funcionavam isoladamente.

As duas primeiras décadas da instituição (anos 70 e 80) foram focadas na estruturação da graduação. Nos anos de 1990 houve o forte incentivo para a capacitação de professores em nível de doutorado.

Como consequência, houve uma forte expansão da pós-graduação stricto sensu na última década. O crescimento tem sido expressivo. De 2006 a 2013 houve um aumento de 188% no número de cursos de pós-graduação stricto sensu ofertados pela UEPG.

Atualmente a instituição tem 20 programas com 20 cursos de mestrados recomendados pela Capes e sete doutorados. Os programas de Pós-graduação em Agronomia e Ciência e Tecnologia de Alimentos tiveram seus conceitos elevados pela Capes para 5 e 4, respectivamente.

O reitor Carlos Luciano Sant'Ana Vargas destaca a importância da universidade para o desenvolvimento educacional da região dos Campos Gerais. “A UEPG surgiu com a vocação de formar professores e expandiu sua atuação para a formação de profissionais e pesquisadores em diferentes áreas de excelência”, diz Vargas. “Mas, a universidade não perdeu a característica inicial, pois 80% dos docentes que atuam no sistema de ensino público e privado da região dos Campos Gerais, são oriundos da UEPG”, disse.

No Enade/MEC-2007 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), a UEPG obteve resultados que a colocaram entre as melhores universidades avaliadas em nível nacional. “Estamos investindo muito no crescimento vertical e a nossa meta é que a pós-graduação atinja um nível de projeção nacional tão expressivo quanto a graduação já alcançou”, disse Luciano.

Mesmo ainda jovens, as três universidades são referência no ensino e pesquisa no Brasil. Com cerca de 90% dos professores mestres ou doutores, as universidades conquistaram um bom desempenho em diversos processos de avaliação, nacionais e internacionais.

Vários cursos obtiveram conceito máximo no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Essas três instituições, junto com as Universidades Estaduais do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (Uenp) e Universidade Estadual do Paraná (Unespar) tornam o Paraná o estado com a segunda maior rede de educação superior pública do Brasil.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, destaca que o desenvolvimento do estado está diretamente ligado ao incentivo à ciência e tecnologia, principalmente, por meio das universidades. “Investindo nos nossos professores, pesquisadores e alunos toda a sociedade paranaense é beneficiada, já que estamos aumentando o número de profissionais capacitados para atuar em áreas fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico do estado”.

Informações da Agência Estado

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