Exportações de PG somam R$ 640 mi de janeiro a abril
Valor exportado no primeiro quadrimestre é 64,6% interior ao registrado no mesmo período no ano anterior

As empresas instaladas em Ponta Grossa fecharam o 1º quadrimestre com US$ 182,8 milhões em produtos exportados, valor equivalente a R$ 640 milhões, com o dólar convertido a R$ 3,50 no último dia de abril. Ainda sem engrenar as exportações do complexo soja, com o grão e seus derivados, que estão bastante abaixo do registrado pela metade, o acumulado das exportações registram uma queda de 64,6% no município. No ano passado, quando foi registrada a ‘super safra’, nesta mesma época o valor total exportado batia a marca de R$ 1,8 bilhão comercializados com outros países.
Embora o complexo soja esteja a frente, se somados a soja em grãos, o óleo de soja e as ‘tortas’ e outros resíduos resultantes da extração do óleo, ao analisar como produto único, as embalagens do tipo ‘Tetra Pak’ aparecem na primeira colocação, com o equivalente a 21,1% do total de exportado (R$ 135,3 milhões). O complexo soja enviou apenas 35% do total exportado (R$ 224,7 milhões), ou seja, menos da metade do que tradicionalmente é registrado, já que costumeiramente registra mais de 75% do total. Açúcares de cana ou beterraba aparecem logo após, com painéis ‘OSB’ fechando o ‘top 5’ de produtos mais exportados.
Entre as empresas em sí, a Cargill aparece na primeira posição do ranking municipal, seguida pela Tetra Pak, Biosev e LP. Só depois, na quinta posição, aparece a Louis Dreyfus, que tradicionalmente aparece no ‘Top 3’ da cidade, fechando 2017 como líder, inclusive, junto com a Cargill e a Bunge. Esta última, aliás, que foi a terceira que mais exportou no ano passado e agora não ocupa nem uma posição no ‘top 20’ municipal. O Jornal da Manhã entrou em contato com a Louis Dreyfus e a Bunge, para entender o que aconteceu, mas não obteve o retorno até o fechamento desta edição.
A reportagem entrou em contato com pessoas ligadas ao setor para tentar entender o que pode ter acontecido com as exportações da soja. Porém, até o momento, não há justificativas concretas, especialmente porque as exportações brasileiras estão crescendo em função da tensão entre Estados Unidos e China. Duas possibilidades foram ventiladas: ou o armazenamento da commodity para o início das exportações no futuro ou uma mudança na unidade exportadora, ‘registrando’ essa exportação por outros estabelecimentos da empresa no país.
Saldo tem queda de quase 90%
Como as importações de Ponta Grossa cresceram no período, passando de R$ 406,2 no primeiro quadrimestre de 2017 para R$ 479,1 milhões no primeiro quadrimestre de 2018, e as exportações registraram queda superior a 50%, o saldo da balança comercial de Ponta Grossa despencou. Sempre ocupando posição de destaque, entre as 50 maiores do Brasil, desta vez ocupa a 159ª colocação no ranking nacional. O superávit registrado no período é de US$ 45,9 milhões, ou seja, R$ 160 milhões – no ano passado esse valor atingia R$ 1,4 bilhão, representando uma queda de quase 90%. Ainda assim, contudo, apenas em março foi registrado um deficit, de US$ 7 milhões (R$ 24,5 milhões).
Países
Como o complexo soja não está com força total, o principal parceiro comercial de Ponta Grossa, a China, não está no topo da tabela. É o Paraguai o país que mais adquiriu produtos do município, com quase 15% do total adquirido (US$ 27 milhões; ou quase R$ 95 milhões). O país oriental aparece na segunda posição, com 10%, seguido pela Coreia do Sul (9,4%), Argentina (8%) e Chile (6,17%).





















