Solicitações de Seguro-Desemprego caem 16,2% em PG
Estabilidade da economia brasileira e reforma trabalhista estão entre os principais motivos da baixa

Ponta Grossa registrou, neste primeiro quadrimestre, uma queda no número de requerimentos de Seguro-Desemprego. Números revelados pela Agência do Trabalhador do município apontam que houve uma retração de 5,1 mil para 4,3 mil solicitações do benefício na cidade. Isso representa que a média de pedidos reduziu, em média, mais de 200 por mês, de 1.297 para 1.086. Embora isso também esteja atrelado a um momento de maior estabilidade no emprego, com uma queda no número de dispensas em valores absolutos, essa menor variação também está relacionada a alguns outros motivos, como explica o coordenador da Agência do Trabalhador, Adriano Gonsalves.
Um deles, segundo Gonsalves, pode estar relacionado à novas medidas adotadas pelo Governo Federal no final do ano passado. “A reforma trabalhista, com a legalização dos acordos entre empregador e trabalhador, não dão direito ao seguro desemprego”, lembra. Na sequência ele lista outros três prováveis motivos para essa redução. “Trabalhador estar dentro do período de carência do benefício, trabalhador não possui tempo mínimo para habilitação do benefício, e trabalhador que se reempregou rapidamente, devido ao aquecimento do mercado de trabalho, e nem encaminhou o benefício”, completa.
Se nos três primeiros houve uma queda na solicitação dos benefícios, em abril houve um aumento, de 16%, de 1.039 para 1.203, mas isso se deve mais aos números de 2017, segundo Gonsalves, do que os deste ano, pois neste mês no ano anterior houve uma pequena redução na equipe, impactando os agendamentos. Ele acrescenta, porém, que a tendência segue em queda.
John Elvis Ramalho, diretor da agência, por sua vez, lembra que a Agência de Ponta Grossa é referência de agilidade em Seguro-Desemprego, e por esse fato muitos vêm de outros municípios requerer na cidade. “Acabamos absorvendo demandas da região porque é mais rápido, em média. Tem gente até que vem da capital do Estado para cá”, acrescenta.
Número de vagas ofertadas cresce 16% e atinge 2,1 mil
A Agência do Trabalhador de Ponta Grossa também revelou um balanço do primeiro quadrimestre. No acumulado do ano, houve um aumento de 16% no número de vagas de emprego ofertadas através do órgão. O número passou de 1,8 mil para 2,1 mil. O de colocados também registrou uma alta, de 1.076 para 1.120. “Esse número de vagas abertas é importante. A meta principal é abrir a maior quantidade possível, para cumprir nossa meta de colocações. A minha meta pessoal é de abrir 6 mil vagas no ano, com 300 colocados por mês”, explica Ramalho. A alta na oferta de vagas ele atribui ao “incansável trabalho da equipe junto às empresas”.





















