Cemitério é saqueado e coveiros temem violência
Cenas de violência e insegurança viraram rotina no cemitério Vicentino, em Ponta Grossa. Na madrugada de hoje (04), uma obra do local foi saqueada e a situação deixou coveiros e outros funcionários com medo.
Boa parte do telhado do cemitério vertical (construção concluída há poucos dias) foi saqueada na madrugada de hoje. O prédio abriga 500 caixas e agora apenas uma laje protege os corpos da chuva e do sol.
Os pedreiros que trabalham na obra de um outro cemitério vertical contaram que já encontraram o local destelhado na manhã de hoje (04). Outros objetos como ferro e alumínio também foram saqueados pelos ladrões.
Insegurança dos coveiros
O cemitério Vicentino tem mais de 40 anos e abriga cerca de 26 mil caixões - o local está praticamente todo 'loteado' e a construção dos cemitérios verticais serviria para desafogar. Mesmo com a aparente ampliação da capacidade do cemitério, os coveiros reclamam da insegurança do local.
Emílio Afonso de Araújo trabalha no local há 17 e anos e por seis deles morou no cemitério exercendo o serviço de uma espécie de caseiro. Emílio reclama da falta de segurança no local - há alguns dias a sala em que são guardas as pás e enxadas usadas durante o trabalho foi arrombada.
"A gente não tem segurança para trabalhar aqui. Não pode deixar nada aqui dentro [da dispensa] que eles arrombam tudo. Aqui a noite é território de ninguém", contou Emílio.
Casos de violências nos cemitérios
Furtos e vandalismo tem se tornado comuns nos cemitérios de Ponta Grossa. No próprio Vicentino um rapaz foi esfaqueado dentro do cemitério - o crime aconteceu em abril desse ano.
Em agosto deste ano, no cemitério Dona Luíza, uma perna foi retirada do caixão por vândalos e deixada na portal do local - o fato assustou e chocou os moradores da região.
No cemitério São Sebastião um túmulo foi violado e um crânio foi levado pelos bandidos. O crime foi registrado em outubro e revoltou os familiares da vítima.





















