‘Operação Narguilé’ fecha casa de fumo e leva 22 à delegacia
Foco de casa de Narguilé era alunos menores de idade. Os adolescentes mentiam que iam fazer trabalhos escolares para consumir a droga
Uma força-tarefa entre o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), Guarda Municipal e Patrulha Escolar acabou com 20 menores e dois homens conduzidos à delegacia do Nucria em Ponta Grossa. O foco da operação é fechar ‘casas de Narguilé irregulares’ onde o público-alvo são adolescentes.
Uma das casas derrubadas pelos policiais fica na Rua Coronel Dulcídio, próximo à Santa Casa de Misericórdia, bem no Centro do município. Após uma semana de investigações, o Nucria entrou no sobrado na tarde desta quarta-feira (25) e flagrou o consumo de narguilé por 20 menores. Os policiais e a GM também esteve em um apartamento na Rua Bonifácio Vilela, mas neste endereço não havia adolescentes durante a ação.
Segundo a delegada chefe do Nucria, Ana Paula Cunha Carvalho, o ponto desmontado nesta quarta teria como foco o fornecimento da droga para adolescentes. “Nós já tínhamos dado início às investigações na semana passada, porque tínhamos a notícia que este local era frequentado só por adolescentes. Hoje, confirmamos isso e todo este pessoal foi encaminhado para prestar depoimento no Nucria”, afirmou. Apesar do número grande de conduzidos, não houve prisões. Segundo a polícia, os 20 adolescentes estavam como vítimas dos responsáveis pelo local, sendo que dois deles trabalhavam no preparo dos fumos. Os dois maiores também estavam como clientes da casa. A pessoa responsável pela operação não estava no endereço no momento da abordagem.
Os depoimentos e provas coletadas na operação vão instruir o Nucria nas investigações. A delegada Ana Paula explica que os responsáveis deverão responder pela venda de produto que causa dependência a menores, crime tipificado no Estatuto da Criança e do Adolescente com prisão que pode variar de dois a quatro anos, além de multa.
Sexo e drogas
Pais que preferiram não se identificar informaram à reportagem do Jornal da Manhã e Portal aRede que, além do narguilé, havia o consumo de maconha e até sexo na casa. Eles afirmam que fotos e vídeos feitos dentro do ponto comprovam os crimes. “Tudo era organizado por grupos secretos de whatsapp. Eles espalhavam a notícia entre alunos, pediam para não irem de uniformes de escola e cobravam R$ 15,00 na entrada”, conta o pai de uma adolescente





















