PG terá centro de triagem de animais silvestres | aRede
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PG terá centro de triagem de animais silvestres

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| Autor: Gabriel Sartini

Gabriel Sartini

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Quando um animal silvestre é atropelado na rodovia ou encontrado em situações de maus tratos, só tem chances de sobreviver se receber o atendimento adequado. Para garantir isso, o veterinário e presidente do Instituto Klimionte, Robson Klimionte, trabalha há mais de oito anos na instalação de um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Ponta Grossa. Hoje, somente o Cetas em Tijucas do Sul, a 30 km de Curitiba, tem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para receber animais silvestres no Paraná.

O Cetas deve receber animais apreendidos em situação irregular pela Polícia Ambiental, como o tráfico de aves ou a domesticação ilegal de espécies silvestres. Na maioria dos casos, os animais chegam com ferimentos, desnutridos, com fraturas e mutilados. No Cetas estas vítimas serão identificadas, tratadas e reabilitadas para serem libertos em ambiente natural ou enviado a criadouros, quando isso não for mais possível. A expectativa é que o Centro atinja a mesma marca do de Tijucas do Sul, com quatro mil atendimentos por ano. O idealizador do projeto explica que a demanda é grande. “A proposta do Cetas na cidade é justamente dividir a demanda de todo o estado com o centro de Tijucas do Sul”, explica Klimionte.

Para o chefe do escritório regional da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Ronaldo Lucas Becher, a instalação de um Cetas em Ponta Grossa é fundamental para garantir melhores condições para os animais que compõe nossa fauna. “Especialmente na região de Ponta Grossa, que se trata de um entroncamento ferroviário e o tráfico de animais é um problema frequente, além do comércio desses animais por desconhecimento. Um centro como esse vai garantir que as espécies tenham mais chances de retornarem a seu habit natural”, destacou Becher.

VILA VELHA

Atropelamentos ameaçam espécies na região do parque

O Parque Estadual de Vila Velha é um dos espaços que abrigam animais silvestres na região, mas a proximidade com a rodovia, BR 376, acaba resultando em uma série de atropelamentos. De acordo com o gerente de turismo do Parque, Gabriel Coutinho, os atropelamentos são comuns e vitimam animais de pequeno e grande porte. “Nossa fauna conta com animais como lobo -guará, sussuarana, o cateto e uma variedade grande de répteis. Algumas espécies, que são encontradas apenas no Parque, já foram caracterizadas como espécies vila-velhenses”, explica Coutinho. Ele defende mais conscientização, tantos dos motoristas que passam por áreas com fauna local, como também para coibir a prática do tráfico de animais silvestres.

ESPAÇO FÍSICO

Obras vão custar R$ 1,2 mi e serão finalizadas em 2016

O Cetas Ponta Grossa já conta com uma área para sua construção, doado pela Prefeitura na área do Distrito Industrial, com aproximadamente 14 mil metros. A expectativa de investimento é R$ 1,2 milhão e conclusão prevista para 24 meses. A doação do terreno já foi aprovada pela Câmara de Vereadores e a construção também já tem aprovação do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema) e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O Instituto Klimionte garantiu parceria com a Prefeitura, IAP, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Policia Ambiental e ainda empresas do setor privado para a execução do projeto.

DNA DAS ESPÉCIES

Cetas fará parceria com a UEPG

Além do atendimento aos animais, o Cetas ainda realizará uma parceria com a Pós-Graduação em Biologia Evolutiva da UEPG para a formação de um banco de tecidos e DNA das espécies que passarem pela triagem. “Temos uma grande diversidade de fauna, por estarmos em uma área de transição entre mata atlântica e mata de araucária e um banco genético de espécies servirá para caracterizar que animais temos na região”, explica o coordenador do laboratório de genética evolutiva, Roberto Ferreira. Com estas informações, quando um animal de outra região for recuperado, será possível identificar qual é seu habitat ideal. Além disso, também permitirá confirmar denúncias do comércio de carnes de caça.

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