Cidades da região projetam usina de lixo de R$ 53 mi

Os municípios de Ponta Grossa, Piraí do Sul e Teixeiras Soares estudam uma parceria para a construção de um aterro sanitário na região. Três locais já estão sendo sondados para receber o complexo eco ambiental. A unidade deverá contar com um aterro sanitário e uma usina de compostagem. O investimento estimado é de cerca de R$ 53 milhões.
A informação foi fornecida pela Secretaria de Estado e Meio Ambiente do Paraná – o local seria utilizado pelos três municípios que compõem a parceria. A união entre as cidades deve permitir a aplicação do grande volume de recursos em tempo necessário para a construção do complexo. A lei que regulamenta os consórcios públicos é a Lei Federal 11.107, de abril de 2005.
Três locais são estudados para a instalação do complexo - um deles no Distrito Industrial de Ponta Grossa. O secretário do Meio Ambiente de Ponta Grossa, Valdenor Paulo ‘Cenoura’, afirma que o projeto ainda prevê uma reeducação ambiental referente à coleta seletiva na cidade. “O sistema de consórcio foi definido pela falta de verba para a construção de um aterro em cada cidade. Além das três cidades envolvidas, outros municípios dos Campos Gerais também podem participar da utilização do complexo”, conta.
De acordo com Cenoura, audiências públicas serão programadas para que a população possa participar da discussão que define o destino do lixo. O valor para a construção e finalização da obra vai ser financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento - um organismo público francês que financia projetos no exterior.
O orçamento inicial do complexo eco ambiental gira em torno de R$ 53 milhões - a expectativa é que assim que os estudos sejam concluídos, o projeto saia do papel em até seis meses. A unidade deve substituir o Aterro Botuquara, que trabalha no limite da capacidade.
Financiamento das obras depende da aprovação das PPPs
Para sair do papel, o projeto depende do financiamento através da parceria público-privada. A diretora do Meio Ambiente de Ponta Grossa, Patrícia Tuma Hilgemberg, conta que a parte teórica já está concluída e só faltam os recursos para iniciar as obras. “Só estamos esperando ser votado o projeto que estabelece as Parcerias Público-Privadas (PPPs) para conseguir iniciar a obra”, explica. O projeto enfrenta resistência entre os vereadores e está desde março na Câmara Municipal. A lei chegou a ser votada em uma discussão, mas após quatro pedidos de vistas saiu da pauta e não retornou mais. “Esperamos contar com a colaboração dos vereadores para isso”, completa Patrícia.
Com informações do Jornal da Manhã.





















