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Cadeião recebe celas modulares para abrir vagas

Três novas celas foram descarregadas na Cadeia Hildebrando de Souza nesta terça-feira. Presos serão transferidos após ligação elétrica e hidráulica.

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Stiven de Souza

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A Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, começou a receber os primeiros 'shelters' da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná (Sesp) nesta quarta-feira (4). Três celas modulares foram descarregadas no pátio do Cadeião do Santa Maria e será ligadas à rede de água e energia elétrica, para que os detentos possam ser transferidos. 

A Sesp não confirmou data para as transferências. Mais três celas devem ser transferidas ao município e instaladas dentro do Cadeião. Os shelters são espécies de contêineres equipados com cama e banheiro. Como cada unidade possui capacidade para 12 pessoas, em Ponta Grossa serão abertas novas 72 vagas no sistema prisional.  

Anunciada pelo Governo do Estado no ano passado, a instalação das celas modulares acontece em todo o Paraná. A medida faz parte de um pacote emergencial para reduzir a superlotação no sistema carcerário. A Sesp informou que, no total, serão investidos R$ 8 milhões para a abertura de 684 vagas nas cadeias paranaenses, através dos shelters.

Segundo o Departamento de Administração Penitenciária do Paraná (Depen), 897 pessoas estão encarceradas no Hildebrando de Souza. Atualmente, a unidade possui 283 vagas e, com isso, o excedente é quase três vezes maior do que a capacidade máxima. 

Para entidades ligadas à Segurança Pública, as celas modulares não são a solução à crise carcerária do estado. “Primeiramente, não vejo que a quantidade de vagas oferecidas seja suficiente para resolver a questão da superlotação.  Mais uma vez, uma medida paliativa que representa o reconhecimento do estado quanto a precariedade do sistema”, comenta a presidente da Comissão de Direitos Humanos da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Ponta Grossa (OAB-PG), Kelly Campos. Na próxima semana, as celas devem passar por uma vistoria da entidade. “O objetivo da visita será averiguar as condições que tais instalações se apresentam, tanto de vivência para os detentos como de segurança para os agentes”, conclui.

Novas prisões e tornozeleiras 

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), além das celas modulares, novas cadeias devem ser construídas no Paraná para reduzir a superlotação. “A solução para o caso de superlotação são as 14 obras de construção e ampliação de unidades prisionais do Estado. Serão abertas cerca de 7 mil novas vagas com essas novas unidades prisionais”, informou, via assessoria de imprensa. No entanto, o Estado não especificou quando as obras devem ser realizadas. Outra medida adotada pela Sesp é a distribuição de tornozeleiras eletrônicas a “presos que cometeram crimes de menor potencial ofensivo”. De acordo com a Sesp, “o número de presos monitorados subiu de 500 no início de 2015 para mais de 6 mil este ano, uma eficiente política de desencarceramento”.

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