PG vai às ruas para pedir prisão em segunda instância
Em Ponta Grossa, entidades protestaram pedindo que prisão em segunda instância seja mantida

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (4) sobre o habeas corpus requerido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – a votação tem como contexto o entendimento legal sobre a prisão após condenação em segunda instância. Em Ponta Grossa, entidades da sociedade civil organizada, encabeçadas pela Acipg (Associação Comercial, Industrial e Empresarial) realizaram uma manifestação cobrando um posicionamento ‘firme’ do STF.
A passeata organizada pela Acipg e outras organizações da sociedade civil teve concentração realizada na Praça dos Polacos, no Centro de Ponta Grossa, e em passeata os manifestantes desceram em direção ao Terminal Central (acompanhe a transmissão ao vivo clicando aqui). Na visão do presidente da Associação, Douglas Taques Fonseca, é preciso mobilização para pressionar o STF. “Caso os ministros mudem de ideia sobre a prisão em segunda instância, boa parte do avanço conquistado pela Lava Jato será perdido”, disse Taques.
Já para o Professor Cunha Filho, representante da sociedade civil, a prisão em segunda instância é um precedente importante para a democracia brasileira. “Vivemos um momento de combate à corrupção como tema preponderante e a prisão em segunda instância é muito importante para esse cenário político”, contou Cunha Filho que é coordenador do curso de Direito do Cescage.
Na prática, a decisão dos ministros do Supremo seria o último recurso de Lula para evitar a prisão do ex-presidente. Caso seja ‘vitorioso’ e os ministros do STF alterem o entendimento, Lula ainda terá problemas para ser candidato à Presidência da República diante das exigências da lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio Lula.
Esquerda terá que viabilizar candidatura
Caso o ex-presidente Lula seja preso ou não consiga ser candidato, o setor de esquerda terá que viabilizar um novo candidato – nomes como Fernando Haddad já foram citados pelas lideranças do campo. Além disso, figuras como Ciro Gomes (PDT) também seriam saídas diante da ausência de Lula – com o crescimento de Jair Bolsonaro (PSL), seria vital apresentar um candidato viável e em tempo hábil para participar do pleito.





















