Em PG, sociedade civil protesta para cobrar prisão de Lula
Acipg e outras entidades da sociedade civil organizada cobram posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF)

Membros da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) e de outras entidades da Sociedade Civil organizada preparam para esta terça-feira (3) um ato público com saída da Praça dos Polacos, às 17 horas. O protesto tem como objetivo sensibilizar o Superior Tribunal Federal (STF) para que rejeite os pedidos de habeas corpus apontados pela Operação Lava Jato.
A manifestação acontecerá em forma de passeata, com concentração na Praça dos Polacos, e se estenderá pela Avenida Vicente Machado até a lateral do Terminal Central. O presidente da Acipg, Douglas Taques Fonseca, e o professor Cunha Filho, representando a sociedade civil organizada participaram de uma sabatina no portal aRede para comentar o tema – ambos ressaltaram a importância da mobilização em torno do tema.
Na visão de Taques, a mobilização não gira em torno apenas do habeas corpus requerido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para ser votado nesta quarta-feira (4). “Não se trata apenas do caso do ex-presidente, caso um precedente desse seja aberto pelo Supremo Tribunal Federal, muito do avanço conquistado pela Lava Jato cairá por terra”, opinou Taques Fonseca.
Já na visão de Professor Cunha Filho, coordenador do curso de Direito do Cescage, o tema de prisão após condenação em segunda instância deve mobilizar a população. “Vivemos um momento histórico de combate à corrupção e uma mudança no entendimento da corte suprema [STF] pode representar um prejuízo a tudo que foi feito nos últimos anos”, contou Cunha Filho.
De acordo com Taques Fonseca, o movimento é apartidário e com o objetivo de evitar que o STF conceda o habeas corpus preventivo à Lula para evitar a prisão do ex-presidente. “A decisão abre precedente, que dará a oportunidade de defesa para inúmeros acusados de corrupção, listados na Operação Lava Jato, de aguardarem seus julgamentos em liberdade”, disse.
Faciap cobra posição do Supremo
Representando a FACIAP (Federação das Associações Comerciais e Industriais do PR), o coordenador Sérgio Leopoldo, comentou que a operação Lava Jato ajudou os brasileiros a acreditarem que o Brasil “não é a terra da impunidade”. Ele ressalta que independentemente da cor partidária ou do tamanho da conta corrente, empresários, políticos e doleiros responsáveis por desvios públicos bilionários foram processados e cumprem na cadeia a pena por seus crimes. “Esperamos que o STF confirme a decisão que réus condenados à prisão em segunda instância cumpram suas penas”, explica Leopoldo.





















