UEPG vai fabricar remédios contra o câncer para o SUS
Fábrica terá capacidade de produzir 200 milhões e comprimidos e 100 milhões de cápsulas por ano.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, inaugurou na tarde deste domingo (25), a primeira fase do Centro de Desenvolvimento e Produção de Medicamentos Sintéticos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A inauguração aconteceu no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG), durante assinatura de um convênio de R$ 35,9 milhões entre a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Governo do Estado do Paraná, para a realização das obras.
A fábrica de medicamentos vai funcionar por meio de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a UEPG. Segundo o Ministério da Saúde, a unidade terá uma escala de produção industrial e deve produzir 200 milhões de comprimidos e 100 milhões de capsulas por ano. A fábrica deve trazer economias ao Governo Federal e será autossustentável. "Estes medicamentos são patenteados, tem preço internacional fixado e, quando fazemos a transferência de tecnologia, de imediato cai 30% o valor pago. É uma economia bilionária para o Sistema Único de Saúde (SUS)", afirmou. "(O laboratório) é uma indústria. Estamos aportando recursos para a construção e seu funcionamento vai gerar recursos para ela se manter", explicou.
Entre os remédios que serão fabricados no Centro do Tecpar da UEPG, estão medicamentos contra o câncer. A vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, disse que os remédios produzidos na universidade devem abastecer todo o país. "São R$ 33 milhões para dar início a este investimento: a produção de medicamentos sintéticos para o tratamento do câncer de mama, para o câncer de próstata e também para a pressão arterial. Medicamentos que vão abastecer o Brasil. Ponta Grossa entra para o mapa nacional de produção de medicamentos com esta parceria entre o Tecpar e a UEPG", destacou.
O deputado federal Sandro Alex (PSD) acompanhou a cerimônia e fez elogios ao trabalho de Barros no Ministério da Saúde e também destacou a atuação da vice-governadora. "A nossa 'princesa dos campos' será a cidade que vai produzir os remédios de combate ao câncer, que é a maior das bandeiras da Cida desde que ela começou a sua trajetória", disse.
Segundo o secretário de estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, este é o maior investimento na área da saúde liberado pelo Governo Federal de uma só vez para uma obra. "Só o valor que está sendo investido, possivelmente, é o maior recurso liberado aqui em Ponta Grossa em um único projeto na área de saúde", ressaltou. João Carlos lembrou ainda do início do projeto. "Como reitor da UEPG, ainda em 2012, fizemos o primeiro contato com o Tecpar para termos esta parceria", afirmou.
Para o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PSDB), o investimento é fundamental para melhorar os índices da área da saúde. "(O convênio) é de extrema importância e relevância. (Ele) terá impacto decisivo no balanço de investimentos em saúde, com a distribuição de medicamentos sintéticos e, posteriormente, a produção nesta unidade. É sem precedentes, sem comparação o salto de qualidade que a saúde pública alcançou neste últimos anos", disse.





















