Lei ameaça empregos no comércio de PG
Sindicatos do setor patronal do comércio alertaram para uma possível demissão em massa no setor, caso a Câmara Municipal aprove restrições no funcionamento dos supermercados aos domingos. De acordo com números da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras) e do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (Sindilojas), as demissões afetariam cerca de 1.500 empregados se os supermercados fossem impedidos de funcionar durante os domingos.
Os dados foram apresentados após reunião entre os sindicatos patronais, o Sindicato dos Empregados no Comércio e os vereadores de Ponta Grossa, na manhã de ontem. O projeto de lei do vereador George de Oliveira (PMN) que prevê as restrições no setor pautou o encontro. Segundo a proposta original, parte do setor varejista deve fechar as portas nos domingos, com exceções aos feriados nacionais.
A inciativa não abrange as farmácias, shoppings, bares, restaurantes, açougues, padarias, lanchonetes e distribuidoras de bebidas. Embota também não inclua os supermercados nas restrições, o projeto conta com uma emenda da ex-vereadora pelo PT, Ana Maria Holleben de Mello, que limita o funcionamento do setor até às 12 horas de domingo. Devido à polêmica, os vereadores retiraram a lei da votação na última quarta-feira.
Presidente do Sindilojas, José Loureiro acredita que, além das demissões em massa, as limitações vão desaquecer a economia do município. “São 10 mil funcionários nos supermercados, divididos por sete, são cerca de 1.500 por dia, que seriam demitidos se não houver funcionamento aos domingos”, afirma. “Se levantarmos os números das compras nos domingos, a geração de impostos, haverá um grande impacto”, completa.
Loureiro destaca, ainda, que as convenções coletivas do setor já garantem a regulamentação prevista pelo projeto de lei. “Tudo o que se está falando neste projeto, já fazemos nas convenções coletivas. Na verdade, não entendi o porquê desta lei”, comenta.
Autor da proposta, George acredita que a emenda que atinge os supermercados não será aprovada pelos vereadores. “O meu projeto não fala nada de supermercados, mas como esta emenda não pode ser retirada, porque a Ana Maria não é mais vereadora, terá que ser votada. Entretanto, percebemos que esta emenda não vai prosperar”, diz.
De acordo com o vereador, o projeto busca beneficiar os empregados sem prejudicar o comércio. “Na verdade, não vai mudar nada, o projeto é uma medida preventiva, que atende ao clamor dos comerciários, para evitar que futuramente as lojas comecem a abrir todos os domingos”, conclui.
FUNCIONAMENTO
Comerciários defendem regulamentação do setor
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ponta Grossa, João Vendelin, afirma que as restrições ao setor varejista são antigas reivindicações da categoria. Para Vendelin, as convenções coletivas são prejudicadas com a ausência de regulamentação do horário de funcionamento do comércio no município. “O projeto contempla o que estamos discutindo faz tempo, que é o horário anual do comércio. Hoje o horário é livre, o dificulta as negociações”, afirma. “Se uma empresa vem pedir para abrir no domingo, como eu vou negociar os benefícios aos empregados se não existe nenhuma restrição”, questiona.
O presidente do sindicato diz, ainda, que podem haver manifestações da categoria se a proposta do Legislativo não atender às reivindicações. “Se a gente ver que as alterações no projeto não atendem os empregados, vamos nos reunir na Câmara”, conta. Após o encontro com os sindicatos patronais e obreiros, os vereadores farão novas emendas ao projeto de lei, que entra em votação na próxima quarta-feira.
Com informações do Jornal da Manhã





















