Privilégio às igrejas volta a levar tensão à Câmara de PG

Com debate tenso, os vereadores de Ponta Grossa aprovaram ontem (22) o projeto do líder da bancada evangélica, Pastor Ezequiel (PRB), que garante gratuidade às igrejas e entidades filantrópicas na utilização do Centro de Eventos.
A discussão esquentou quando o vereador Walter de Souza (PROS) disse que o projeto seria uma ‘bucha’ para a Prefeitura regulamentar. Os pastores reagiram e, em ataque a Waltão, voltaram a lembrar do preso eleitoral da comunidade evangélica.
O vereador Pastor Bertoldo (PRB) disse que “quando chega a hora da eleição não é bucha pedir voto” nas igrejas. O pastor aproveitou a ocasião para reclamar do procedimento de isenção no IPTU às igrejas. “Todo ano o pastor tem que ficar naquela fila do capeta para ser atendido e ter isenção”, disse. Na mesma linha, Professor Careca (SD) pressionou a Câmara e lembrou que “a população vai saber quem votou contra o projeto”.
Pressão
Somente Pietro Arnaud (PTB) e Waltão votaram contra os privilégios às igrejas. Pietro saiu em defesa de Waltão e também considerou a lei uma ‘bucha’ do ponto de vista jurídico.
Além disso, o parlamentar se revoltou com a pressão da bancada evangélica. “Não posso mais aceitar uma faca no pescoço, cada vez que vou votar um projeto que trata das igrejas, é falado para mim que ‘todas as igrejas vão saber’”. Pietro destacou, ainda, que nunca pediu voto em igrejas.
Informações de Stiven de Souza, do Jornal da Manhã





















