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OAB soma esforços para reforçar segurança na penitenciária de PG

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A Ordem dos Advogados do Brasil- Subseção de Ponta Grossa vai trabalhar, junto com outras instituições e entidades, para atender a solicitação de professores e agentes penitenciários da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG).

Profissionais da entidade querem a colocação de grades em todas as salas da escola local, Ceebja Prof. Odair Pasqualini Diretor. O pedido foi feito pelos funcionários da unidade prisional, durante reunião com os representantes da OAB-PG, que aconteceu na noite de terça-feira, na sede da Ordem.

A solicitação se deve à onda de rebeliões que assolam o Estado. Desde o dia 22 de agosto, quando houve a revolta dos presos em Cascavel, as aulas das unidades prisionais do Paraná foram canceladas.

Porém, em Ponta Grossa as atividades continuam paralisadas até que sejam colocadas grades de ferro dentro das salas para separar funcionários dos detentos. “É uma sala de aula comum, onde os presos têm contato físico com agentes e professores”, explicou o diretor da escola, Marcos Otávio Lemes.

Em todo Estado, além de Ponta Grossa só a Penitenciária de Guarapuava ainda não possui a proteção. “Até então, os professores eram contra a colocação de grades devido à questão de ressocialização dos presos. Mas agora eles entendem o risco que correm e essa é a condição para voltar. É importante frisar que isso não irá atrapalhar a forma dos profissionais trabalharem, pois vão estar perto dos detentos da mesma forma”, considera.

A PEPG possui atualmente quatro salas e 260 detentos estudando. O investimento total para a colocação das grades é de R$ 23 mil. O Estado já se posicionou em relação a solicitação local e informou que não tem condição financeira de arcar com esse montante. O presidente da OAB-PG, Edmilson Schiebelbein, explicou que a Subseção não pode tirar dinheiro do caixa para custear a proteção. No entanto, pode contribuir de outras maneiras. “Podemos fazer eventos e destinar a renda para esse fim”, destaca.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PG, João Maria de Goes, e o representante da Subseção no Conselho de Segurança, Pedro Hilgenberg, que também participaram da reunião, informaram que vão encaminhar o projeto da Penitenciária à entidades e instituições com intuito de conseguir parceiros. “Nosso próximo passo é marcar a reunião com os Conselhos da Comunidade e de Segurança para averiguar a possibilidade de parcerias pública ou privada”, ressaltou Hilgenberg. “A OAB tem o papel social de ajudar nessas situações e nós como Comissão de Direitos Humanos não podemos fechar os olhos para esse problema, que envolve os presos”, finalizou Goes.

Informações da assessoria de imprensa.

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