Entidade defende uso medicinal da maconha em PG
Ativistas fundam associação em defesa de terapia à base de maconha

Defensores do uso medicinal da maconha fundaram, oficialmente, a primeira entidade favorável ao uso medicinal da droga em Ponta Grossa e região.
A Associação Cultural e de Apoio Cannábico dos Campos Gerais (Florescer) já havia se manifestado para defender a soltura de um professor universitário preso com quase 20 pés de maconha, no início de março. No entanto, nesta semana o grupo se organizou e lançou uma página nas redes sociais para divulgar as atividades, entre elas a Marcha da Maconha, agendada para o dia 15 de abril.
Maria Aline Gonçalves, que há dois anos trata as convulsões do filho de 11 anos com um medicamento à base de maconha, é a coordenadora da Florescer. Ela explica que a proposta do grupo é levar informações sobre o uso da droga à sociedade. "A associação acabou de ser instituída e tem o intuito de trazer informações, palestras e educação com relação tanto ao uso medicinal, recreativo, redução de danos e assuntos legais", afirma.
A coordenadora da entidade possui autorização judicial para o tratamento, que é feito com acompanhamento médico. Segundo Maria Aline, desde que inciou a terapia, as convulsões da criança se extinguiram. O menino possui a Síndrome de Lennox-Gastaut. "Há dois anos ele está sem alopáticos e faz uso somente do óleo para o controle das crises", conta.





















