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Ponta-grossenses pagam 3% a mais pela cesta básica

Compra dos 33 itens considerados essenciais em Ponta Grossa passou a custar R$ 462,65 na primeira semana de março

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Fernando Rogala

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A cesta básica ficou mais cara aos ponta-grossenses neste mês de fevereiro. O custo médio do dos 33 produtos considerados como de consumo essencial aos moradores da cidade teve um incremento de 3,86%, segundo levantamento do Núcleo de Políticas Públicas Rouger Miguel Vargas da UEPG Conforme a pesquisa, o valor gasto para a aquisição dos itens chegou a R$ 462,65 na primeira semana de março de 2018.

Esse valor já é com base no novo hábito de consumo da população ponta-grossense com indicação em resultados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), junto com a Pesquisa de Locais de Compra (PLC), desenvolvida ao longo de um ano e seis meses. Da mesma fórmula, o cálculo em relação ao mês anterior teve ajustes na base de comparação, pela mudança nos itens e na quantidade deles.

Entre os itens que fazem parte da cesta básica, 18 tiveram alta, e 15 registraram queda. O grupo hortifrutigranjeiros foi o que apresentou a maior alta (20,12%), entre os cinco grupos que compõem a cesta básica. Neste grupo o produto de maior elevação foi a banana com 62,96%; e o alho foi o produto com maior baixa (18,27%). As variações mensais nos grupos indicam o grupo alimentação geral com um aumento de 1,76%, sendo a farinha de trigo responsável pela maior variação positiva de 43,83%; e a bolacha o item de maior variação negativa (2,89%).

A carne bovina apresenta-se como o produto de maior variação positiva 11,18% do grupo carne que teve aumento de 6,31%. Neste grupo, o frango aparece com a maior variação negativa de 5,14%. No grupo limpeza, o aumento foi de 4,07%, mostrando como o produto de maior variação positiva o sabão em pó com 12,73%; e o produto de maior variação negativa a esponja com 10,65%.

Valor equivale a 48% do salário

Ressaltando-se que o valor da cesta básica é de R$ 462,65 e o salário mínimo de R$ 954,00, conclui-se que uma família com renda mensal de um salário mínimo gastaria cerca de 48,50% do seu orçamento na aquisição da cesta. Relacionando-se famílias de dois, três, quatro e cinco salários mínimos, observa-se que, para a aquisição da cesta básica, despenderiam 24,25%; 16,17%; 12,12%; e 9,70% de sua renda, respectivamente.  A pesquisa caracteriza o consumo médio de famílias com três membros em média

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