Exportações de PG somam R$ 310 mi no 1º bimestre
Valor exportado teve uma queda de quase 50% em relação ao primeiro bimestre de 2017, em função da safra que teve o plantio atrasado

As exportações ponta-grossenses estão em um patamar inferior, na comparação com o mesmo período do ano passado. Nos meses de janeiro e fevereiro, as empresas instaladas em Ponta Grossa enviaram US$ 95,6 milhões em produtos ao exterior (ou R$ 310 milhões, na conversão baseada no dólar a R$ 3,24, no último dia de fevereiro), enquanto que, em 2017, esse valor foi de US$ 179,5 milhões (R$ 581,9 milhões), o que representa decréscimo de 46,7%. Os números foram revelados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Além da queda no valor dos produtos exportados, houve um incremento nas importações, na casa dos 4,9%, passando de R$ 165 milhões para R$ 173,3 milhões. Essa combinação de resultados fez o saldo da balança comercial ponta-grossense cair por mais da metade, na casa dos 67%, de R$ 416,7 milhões em 2017 para R$ 136,7 milhões nos dois primeiros meses deste ano.
Os principais motivos dessa retração estão relacionadas à safra. Como analisa professora do curso de Comércio Exterior da UEPG, Adriana Fabrini Diniz, as condições climáticas, com excesso de chuvas, atrasaram o plantio, e com isso a colheita de grãos será mais tardia. Por esse fato, o envio de soja e milho para o exterior deverá crescer a partir deste mês de março. “Sem dúvidas isso aconteceu pelo atraso da colheita. Os produtos básicos enviados para o exterior, onde entram as commodities, tiveram uma variação negativa de 77%. Já os semimanufaturados, que têm um pouco de processamento, caíram 26%”, observa. Ao mesmo tempo, a exportação de produtos manufaturados e industrializados cresceram. Embalagens longa-vida aparecem na segunda colocação nas exportações (US$ 63,5 milhões), bastante perto da soja (US$ 67 milhões).
Embora haja essa retração nos dois primeiros meses, há a tendência de que haja uma recuperação nos meses seguintes. “Normalmente a commodity é negociada no mercado futuro. Então essa commodity transportada agora já foi comercializada ano passada. Por mais que tenha percentual de quebra na safra, por haver atraso mas não queda. Os contratos precisam ser cumpridos. Nos próximos meses vamos ver a movimentação, que com a retração até fevereiro vão ter reflexo em março e abril”, completa.
A profissional também observou os principais destinos, com destaque para cinco países da América do Sul entre os dez primeiros, com Venezuela (2º), Paraguai (3º), Argentina (5º), Chile (7º) e Colômbia (10º).
Superavit da Balança Comercial é terceiro maior do Paraná
Mesmo com a redução nas exportações, Ponta Grossa segue entre os cinco municípios que mais exportam no Estado do Paraná. Somando as exportações dos dois primeiros meses, o município ficou na quarta posição, atrás apenas de Paranaguá (onde está o Porto), São José dos Pinhais e Curitiba. No ranking nacional, ocupa a 74ª colocação. Há uma evolução, contudo, quando é analisado o saldo da balança comercial: o superávit de US$ 173,3 milhões é o terceiro maior do Paraná e o 77º maior do Brasil





















