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Crise pode decretar fim das atividades da Insol

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Gabriel Sartini

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A empresa Insol, que possui uma unidade fabril moageira em Ponta Grossa, pode encerrar as atividades no município. Com a produção parada há cerca de 45 dias, por oscilações no mercado da soja, caso as condições não melhorem nos próximos meses, a empresa poderá fechar as portas. As informações foram reveladas pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Soja e Óleos Alimentícios de Ponta Grossa, Jorge Luiz Pitela, que participou de uma reunião com executivos da empresa ontem, em Curitiba, para acertar algumas pendências trabalhistas. A empresa possui 75 empregados em Ponta Grossa.

De acordo com Pitela, a visita em Curitiba, junto com uma comissão de trabalhadores, ocorreu para acertar os salários dos funcionários, que estavam atrasados há 15 dias. Essa pendência, segundo ele, já foi resolvida, e os funcionários receberam ontem mesmo. Porém, as perspectivas de mercado preocupam os diretores, segundo ele. “Porém, a não ser que ocorra uma grande reviravolta, os funcionários devem ficar parados até dezembro. A empresa se comprometeu a garantir os salários até lá, mas se o mercado não mudar até janeiro, terá que demitir os trabalhadores”, relata Pitela.

Segundo Pitela, os dirigentes informaram que a situação está agravada pelos preços de mercado. “O motivo é o cenário econômico que passa o país. Com a oscilação de valores, preferem não tocar a fábrica, porque não tem como repassar. O valor da saca da soja estabelecido pelo governo é R$ 52, mas para o mercado custa R$ 65”, explica, revelando que a empresa teria prejuízo ao precisar vender mais barato do que comprou. Segundo ele, as moageiras multinacionais não têm esse problema por fazerem o plantio direto e comprarem em mercado futuro. “A expectativa é que haja um fluxo de abertura de mercado dentro desse patamar de preço para que as empresas possam respirar”, diz.

Além disso, ele relata que não há o repasse de verbas do ICMS, o que impede a empresa ter capital de giro. “Não há a liberação, prevista por lei, do percentual desse imposto retido no governo federal e estadual. Tem empresa que deve receber até R$ 55 milhões, mas não há liberação”, completa Pitela, afirmando que buscará realizar uma reunião com deputados, para repassar essa reivindicação ao governo.

O outro lado

O Jornal da Manhã, ao tomar conhecimento das informações reveladas na reunião, entrou em contato com a sede da empresa no final da tarde de ontem, para esclarecer a situação. Entretanto, a reportagem não obteve o retorno de alguma fonte ou de um porta-voz da empresa, seja do administrador ou do departamento jurídico.

Informações do Jornal da Manhã.

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