“O transporte coletivo está à beira do colapso”, diz Helmiro Bobeck | aRede
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“O transporte coletivo está à beira do colapso”, diz Helmiro Bobeck

Engenheiro preside a Conselho Municipal de Transporte (CMT) e participou de uma sabatina para discutir o assunto

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Afonso Verner

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Helmiro Bobeck é engenheiro civil e na década de 1980 criou o sistema de transporte integrado em Ponta Grossa – em grande parte, o sistema é o mesmo até hoje. Atualmente Bobeck é presidente de Conselho Municipal de Transporte (CMT), órgão encarregado de sugerir o preço da tarifa de ônibus na cidade. Nesta quinta-feira (22), Helmiro participou de uma sabatina na redação do Jornal da Manhã e do portal aRede.

Na visão do engenheiro, diante da atual conjuntura o sistema do transporte coletivo de Ponta Grossa está “à beira do colapso”. A afirmação de Bobeck é baseada na concorrência de dois aspectos preocupantes: a diminuição do número de pessoas que usam o transporte coletivo e o aumento da quilometragem rodada pelos ônibus. “Isso tem tornado o sistema inviável do ponto de vista financeiro”, explica Bobeck.

O reajuste de 2018 fez com que a passagem subisse de R$ 3,70 para R$ 3,80, no entanto, caso o CMT seguisse a tarifa técnica sugerida pela planilha da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), o valor passaria dos R$ 4. “Isso praticamente inviabilizaria parte do sistema e em 2018 o Conselho optou, em sua maioria, por não seguir a tarifa técnica”, disse o presidente.

Bobeck confirma impacto do Uber

O engenheiro lembrou que o atual sistema concorre com outras formas de transporte, como é o caso dos aplicativos de transporte móvel, como o Uber. “Em alguns casos, o preço do Uber em determinados trajetos é o mesmo do ônibus e a qualidade do serviço e o propósito são complemente diferentes”, lembrou Helmiro.

Aumento e expansão da cidade

Miro lembrou também que com a inauguração de novos conjuntos habitacionais mais distantes do centro, a quilometragem do transporte coletivo também aumentou. “Isso fez com que o valor gasto com combustível e pneu crescesse, ao mesmo tempo que o número de pessoas que usam o sistema segue caindo consideravelmente”, defende o engenheiro. 

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