Licitação para novo aterro tem três pedidos de impugnação
Um dos pedidos é do vereador George de Oliveira (PMN), presidente da CEI que investiga o uso do Botuquara

Marcada para a próxima quinta-feira (22), a licitação para receber o lixo doméstico produzido em Ponta Grossa pode ser mais uma vez impugnada. Três pedidos de contestação foram protocolados na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, órgão responsável pelo certame. Um dos pedidos foi feito pelo vereador George de Oliveira (PMN), presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) que apura a utilização no Botuquara – além de George, outros dois vereadores assinam o pedido de impugnação, Sargento Guiarone (PROS) e Celso Cieslak (PRTB). O documento assinado pelos parlamentares também foi levado ao Ministério Público (MP).
Nesta segunda-feira (19), Oliveira usou a tribuna da Casa de Leis para falar do assunto. O parlamentar convocou uma audiência pública para a próxima sexta-feira (23) para discutir a questão do novo aterro – o evento público acontecerá às 19h, na sede da Câmara de Vereadores. “Escolhemos esse horário justamente para fazer com que a população possa comparecer e discuta esse problema tão importante que é o lixo em Ponta Grossa”, disse o vereador.
George afirmou que o pedido de impugnação foi baseado no prazo da licitação que é de cinco anos. “Acreditamos que esse período é muito curto e isso vai acabar onerando o serviço, prejudicando o cidadão”, afirmou o presidente da CEI. De acordo com Oliveira, atualmente a Prefeitura de Ponta Grossa gasta R$ 1 milhão por mês com a destinação do lixo – os moldes atuais da licitação fariam o valor saltar para R$ 5 milhões, segundo o parlamentar.
Via assessoria de imprensa, a Secretaria informou que está analisando os pedidos de impugnação – os outros dois pedidos são de duas empresas que participam do processo licitatório. Em contato com a reportagem, o secretário Paulo Barros informou que os pedidos de impugnação deverão ser respondidos ainda nesta terça-feira (20), mas preferiu não adianta o teor da decisão.
Em contato com a reportagem do Jornal da Manhã e do portal aRede, George também questionou o fato de que, segundo ele, o município possuiria cinco áreas públicas habilitadas para receber um novo aterro em Ponta Grossa. Sobre a possíveis áreas habilitadas, Paulo Barros disse apenas que o parlamentar estaria “mais uma vez enganado” e sobre os custos com a nova licitação disse que isso só poderia ser confirmado [valor da operação do novo aterro] ao final do certame.
George PPP para resolver problema
Questionado sobre qual seria a melhor saída para a questão do lixo, o vereador George garantiu que apoia uma parceria público-privada que usasse um terreno do município e contasse com a gestão privada do aterro, ou uma concessão pública pelo período de 10 anos, prorrogáveis por mais 10. “Acredito que uma dessas saídas poderia resolver definitivamente o problema do Botuquara e ainda fazer com que a Taxa de Lixo não suba tanto na cidade”, disse o vereador fazendo referência ao novo prazo para fechamento do aterro municipal.
Trâmite
George de Oliveira (PMN) fez questão de salientar que não quer retardar o trâmite licitatório e, consequentemente, prejudicar o fechamento do aterro do Botuquara, mas apenas “garantir que as coisas sejam feitas da maneira certa”. “Precisamos fechar o Botuquara e a Prefeitura consegue realizar os ajustes em 60 dias”, contou o vereador.





















