Mais de mil ligações serão fiscalizadas em Olarias | aRede
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Mais de mil ligações serão fiscalizadas em Olarias

Em última vistoria, Secretaria Municipal de Meio Ambiente identificou que 12% dos imóveis estava sem ligação com a rede da Sanepar

Prefeitura deve fazer nova vistoria em casas próximas ao Lago de Olarias
Prefeitura deve fazer nova vistoria em casas próximas ao Lago de Olarias -

Stiven de Souza

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Quase 2 mil casas nas proximidades do lago de Olarias serão fiscalizadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O motivo: o despejo do esgoto fora da rede da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

A última fiscalização feita pela Prefeitura abrangeu aproximadamente 15 mil residências localizadas nas vilas da região. Deste total, foram identificadas cerca de 1.800 sem ligação com a rede de esgoto, ou seja, 12% das casas estavam irregulares. Os fiscais teriam notificado os moradores para que o problema fosse corrigido e, agora, devem voltar até estes imóveis para fazer uma verificação.

As informações constam na ata da audiência pública sobre o Lago de Olarias, realizada ainda na semana passada, mas publicada em Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (7).

Junto ao despejo irregular de dejetos nas águas, a qualidade da água esteve entre os questionamentos aos representantes da Prefeitura. Sobre este assunto, o secretário do Meio Ambiente, Paulo Barros, “afirmou que foi iniciada uma série histórica de monitoramento dos indicadores de qualidade e disse que a Bacia de Olarias tem 85% de coleta de esgoto feita pela Sanepar”.

Segundo o representante da companhia no evento, Fabiano Oroski, “o Arroio de Olarias possui classificação 2, de acordo com a Resolução 357/2005 do Conama”. A classificação seria considerada boa e seria a mesma do Rio Tibagi. Apesar disso, a Sanepar informou ao Jornal da Manhã e Portal aRede que, no momento, não possui estudos especificamente as águas represadas na primeira barragem do Lago de Olarias.

Na última terça-feira (6), o assunto chegou a ser discutido em uma reunião entre a Sanepar e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Conforme a concessionária, a análise da água poderá ser feita pela Prefeitura em parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Mesmo sem um laudo a respeito da qualidade da água, a Prefeitura tem orientado a população a não entrar na água nem realizar atividades de pesca no local, como foi flagrado pelo JM na última semana. A intenção é que o lago seja uma obra exclusivamente para contemplação. O próximo são as obras de paisagismo.  

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