Ataques de cães sobem 16% e preocupam moradores
Só em janeiro, quase 40 casos foram registrados na cidade. Em 2017, média foi de três ataques por dia

Todos os dias, cerca de três pessoas buscam as unidades de saúde de Ponta Grossa com ferimentos causados por mordidas de cães. Esta foi a média do ano de 2017, quando 1.109 ataques foram registrados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Só em janeiro deste ano, a SMS atendeu cerca de 40 pessoas mordidas pelos animais, entre elas, o estudante Vinicius Biazotti. O jovem caminhava pela Rua Dezenove de Dezembro, no Centro de Ponta Grossa, quando foi atacado por mais de dez cães. “Eu estava andando normalmente e eles me atacaram do nada. Foi bem complicado porque, primeiro, dois começaram a se aproximar e, logo em seguida, chegaram uns dez”, conta. “A sensação que a gente tem é de insegurança e medo, porque não se sabe a procedência dos cachorros, se eles têm alguma doença, se têm dono. É complicado”, comenta.
O ataque aconteceu há uma semana e só não foi pior graças a ajuda de moradores da região. Biazotti foi levado ao Pronto Socorro Municipal (PSM), onde foi vacinado e recebeu a medicação para o tratamento.
Situações como esta têm se tornado cada vez mais comum no município de Ponta Grossa. Enquanto, em 2017, 1.109 ataques chegaram ao conhecimento da SMS, em 2016 foram 956. O aumento de um ano para o outro é de 16%.
O Departamento de Zoonoses da Prefeitura não tem um controle de quantos cães, atualmente, estão soltos nas ruas de Ponta Grossa. No entanto, a estimativa e de que a cidade possua uma população canina de 65 mil animais, entre cachorros de rua e domésticos. Segundo o chefe de Zoonoses da Prefeitura, Leandro Inglês, o órgão não pode fazer o resgate de animais de rua, mas em casos de ataques e riscos à população, o recolhimento temporário é feito. “Nós não ficamos com os animais. O Centro de Referência de Animais em Risco (CRAR) é um abrigo transitório, para animais que estejam apresentando problemas, como animais agressivos. Somente no caso de animais agressivos eles ficam um tempo em observação”, explica.
Donos podem ser penalizados
No caso de animais de ruas agressivos, o Departamento de Zoonoses da Prefeitura faz o recolhimento, a castração e mantém o animal em observação até que ele possa voltar às ruas. Mas, no caso de animais que possuem donos estarem soltos nas ruas da cidade, a responsabilidade é do proprietário. “Em casos de ataques, a pessoa tem o dever, inclusive, de prestar o atendimento e custear eventuais despesas com medicação, podendo ser penalizada inclusive”, afirma.





















