Ao menos 33% dos usuários de ônibus andam ‘de graça’ em PG
Conselho recebeu documentação da revisão da planilha na semana passada. Próxima reunião está marcada para o próximo dia 7 de fevereiro

Os membros do Conselho Municipal de Transporte (CMT) receberam na semana passada a documentação de revisão da planilha de custos do transporte coletivo em Ponta Grossa. A expectativa é que os conselheiros voltem a se reunir no próximo dia 7 de fevereiro – caso haja consenso, o grupo deverá sugerir um novo valor da tarifa ao chefe do Poder Executivo. Por hora, alguns dados já chamaram a atenção dos conselheiros, entre eles o valor das gratuidades.
Atualmente quem anda de ônibus em Ponta Grossa paga R$ 3,70 e a estimativa do presidente do Conselho, Helmiro Bobeck, é que ao menos R$ 1 da tarifa seja destinado para o pagamento das gratuidades. “O valor causado pelas gratuidades oferecidas nos preocupa muito, estimamos que ao menos um terço dos usuários ande de graça de ônibus, no entanto esse valor acaba sendo pago por outros passageiros”, explica o presidente do CMT. Uma das poucas gratuidades que tem subsídio é o programa Passe Livre que recebe valores da Secretaria de Educação para financiamento de 50% do programa, outros 50% são rateados pelo usuário.
Outro quesito que preocupa os conselheiros é a queda do índice de IPK (Índice de Passageiros por quilômetro). “Nos últimos anos esse índice, um dos principais componentes da planilha de custos do transporte, tem caído e existe uma perspectiva que caia ainda mais com a chegada de aplicativos de transporte privado, como é o caso do Uber”, conta o presidente do Conselho de Transporte.
Na próxima reunião os conselheiros deverão indicar o novo valor da tarifa, no entanto, caso existam mais dúvidas sobre a composição da planilha ou a validade dos documentos apresentados o CMT pode ampliar o prazo para mais 15 dias.
IPK caiu 11,7% em 10 anos
Dados fornecidos mostram que entre 2008 e 2018 o índice de passageiro por quilômetro (IPK) caiu de 1,8065 em 2008 para 1,5950 dez anos depois – a queda representa uma diminuição de 11,7% no número de pessoas que usam (e pagam) o transporte coletivo. Além disso, também entram na conta o reajuste dos insumos, como diesel, aquisição de pneus, óleo de motor e etc. Em Ponta Grossa, por exemplo, o litro de diesel subiu 7,5% nos valores praticados nos postos de combustível.
Crítica ao Legislativo
Bobeck lembrou que todas as gratuidades que, juntas, representam um terço do total de passageiros estão baseadas em leis aprovadas pelo Legislativo Municipal. “Sugerimos que quando o vereador for criar uma lei para propor algum tipo de gratuidade, ele também destine a verba para pagar esse benefício. Seja essa verba do seu próprio gabinete ou do recurso que a Câmara devolve ao Executivo todo ano”, criticou Helmiro.





















