PG vai na contramão e abre vagas na crise
Enquanto o Brasil fechou quase três milhões de vagas de trabalho desde 2014, Ponta Grossa gerou 775 novas oportunidades

Enquanto o Brasil fechou quase três milhões de vagas de trabalho desde 2014, Ponta Grossa gerou 775 novas oportunidades. Em 2017 foram mais de mil novos postos
Ponta Grossa contrariou a média nacional e fechou 2017 com um crescimento na geração de emprego. Entre os meses de janeiro e dezembro, foram registrados 31.448 admissões e 30.410 desligamentos, resultando em um saldo de 1.038 postos de trabalho formais, com carteira assinada. Foi o melhor resultado do Paraná entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, segundo melhor entre os 60 maiores municípios paranaenses. O saldo ponta-grossense correspondeu a 8,5% do saldo do emprego do Paraná, onde foram abertas 12,1 mil oportunidades no decorrer do ano passado. No Brasil, foram fechadas 20,8 mil vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, revelados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho.
Em uma comparação mais ampla, desde 2014, momento que teve início a crise econômica brasileira, porém, é que Ponta Grossa demonstra números mais positivos. Nestes quatro anos, em que o Brasil fechou 2,89 milhões de vagas, e o Paraná perdeu 84 mil postos de Trabalho, Ponta Grossa registrou um aumento no número de empregados formalmente, com o saldo fechando positivo, com 775 novas oportunidades criadas. No mês de dezembro, especificamente Ponta Grossa registrou o fechamento de 699 vagas, enquanto que no Paraná foram perdidas 25 mil e no Brasil quase 330 mil desligamentos.
Na comparação com as outras cidades paranaenses de maior porte, Ponta Grossa teve o melhor desempenho no acumulado do ano. Cascavel teve o segundo melhor desempenho, com 871 postos de trabalho criados. São José dos Pinhais gerou 743 novas oportunidades, enquanto que Maringá 706. Outro município que ficou positivo foi Foz do Iguaçu, com um saldo de 453. As cidades que mais fecharam postos de trabalho no Estado em 2017 foram Londrina (-1.970) e Curitiba, com 7.920 postos perdidos.
Como lembrou o secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonare, historicamente dezembro é um mês que apresenta números negativos devido a sazonalidade, como o término de vagas temporárias e a queda na produção das indústrias, por exemplo, o que interfere em todos os setores. Porém, exalta o fato de Ponta Grossa apresentar um dos melhores desempenhos do Estado em 2017 e ir na contramão do país nos últimos anos. “Ter Ponta Grossa como a melhor cidade no saldo de empregos entre as maiores do Paraná prova esse nosso momento de desenvolvimento e faz o município ser reconhecido como uma potência em expansão”, reconhece.
Setor de serviços lidera a geração de empregos na cidade
Entre os setores, um se destacou, como explica o secretário Paulo Carbonare. “Serviços, mesmo tendo tido o saldo mais negativo de dezembro, foi o mais expressivo na média anual, se tornando o setor que puxou a empregabilidade ponta-grossense em 2017", ressalta. No total, foram 681 postos de trabalho gerados no acumulado do ano neste segmento, o que representa mais de 50 vagas abertas por mês. Depois aparece a construção civil, com o saldo de 366 positivos e, na terceira posição, o comércio, com 234. O setor industrial gerou 63 vagas. Por outro lado, fecharam postos a agropecuária (-119) e a administração pública (-187).
No Brasil o setor mais negativo foi a construção civil, com mais de 100 mil vagas perdidas; enquanto que o comércio o mais positivo, com 40 mil novas oportunidades. No Paraná o destaque positivo foi o setor de serviços (+ 7.752), enquanto que o negativo foi a construção civil (- 7.168).
Saldo dos últimos quatro anos
Ponta Grossa
Ano Saldo
2014: 2.419
2015: -2.148
2016: -534
2017: 1.038
Saldo total: 775
-
Paraná
Ano Saldo
2014: 39.811
2015: – 76.196
2016: -59.828
2017: 12.127
Saldo total: - 84.086
-
Brasil
Ano Saldo
2014: 391.008
2015: -1.552.953
2016: -1.321.994
2017: -20.832
Saldo total: - 2.895.388





















