Erosões assustam moradores da Vila Catarina Miró
Moradores temem novas erosões com continuidade das chuvas. Defesa Civil segue em estado de alerta e monitora áreas de risco

Um novo deslizamento de terra assustou moradores da Vila Catarina Miró, na região do São José, em Ponta Grossa. Uma idosa, de 75 anos, a sua filha e também a neta tiveram que deixar o imóvel com medo de que ele fosse engolido pelos deslizamentos no terreno de casa.
A idosa está na casa da outra filha, Edina Pereira dos Santos, no Bairro Oficinas, e deixou aos vizinhos a tarefa de vigiar a casa na Vila Catarina Miró. Edina conta que há anos o terreno vem cedendo, mas que as chuvas das últimas semanas pioraram a situação. Na tentativa de conter o desmoronamento da área, que fica ao lado de um arroio, eles chegaram a fazer um empréstimo para construir um muro de contenção. “Com a chuva, o muro começou a desmoronar e uma calçada trincou. A gente tem medo que a casa seja afetada com esta situação. Já pedimos ajuda para a Prefeitura, mas até agora não conseguimos”, diz Edina.
A família faz questão de destacar que todas as contas da casa estão em dia e exibe o boleto do IPTU pago: “Nós pagamos impostos, temos direito a ser atendido pela Prefeitura”. A idosa, a outra filha e a neta não têm previsão de voltar para o local. Eles aguardam o tempo firmar.
A casa fica a três ruas da residência interditada nesta semana pela Defesa Civil, onde uma idosa acabou ferida ao ser engolida por uma erosão de 6 metros de profundidade. Além da casa, uma igreja ao lado foi parcialmente interditada.
Por meio de assessoria de imprensa, a Defesa Civil disse que fez uma vistoria no último dia 16 no imóvel e que “a situação não oferecia risco, naquele momento”. Na ocasião, a idosa foi orientada a fazer um protocolo. O órgão garantiu “que incluiu o endereço no cronograma de vistorias que serão realizadas, nos próximos dias, junto às áreas atingidas pelas últimas chuvas”.
Confira a nota na íntegra:
A Defesa Civil realizou uma vistoria no local, no último dia 16, onde foi constatado que a situação não oferecia risco, naquele momento, à residência. Diante disso, a moradora foi orientada pelos agentes da Defesa Civil para que comparecesse à Prefeitura e solicitasse, via protocolo, a realização dos procedimentos necessários em relação ao caso. Porém, até o presente momento, nenhuma solicitação oficial foi encaminhada aos órgãos competentes. Por fim, a Defesa Civil informa que, no intuito de garantir a segurança da moradora, já incluiu o endereço no cronograma de vistorias que serão realizadas, nos próximos dias, junto às áreas atingidas pelas últimas chuvas.
Simepar prevê chuvas pelo menos até terça-feira
Segundo o Instituto Meteorológico do Paraná (Simepar), não há previsão de tempo firme para Ponta Grossa e região. Pelo menos até terça-feira (30), o Simepar prevê dias chuvosos e quentes. Além das pancadas com trovoadas, para segunda-feira (29), estão previstos ventos fortes que podem chegar a 50 quilômetros.





















