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Pedestres pedem socorro e Samu manda cheirar a vítima

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Uma denúncia feita ao portal aRede na tarde de hoje (7) retrata um suposto descaso por parte de um dos médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Ponta Grossa. Pedestres e funcionários de uma lanchonete na Rua Santos Dumont encontraram um rapaz desacordado na calçada e acionaram o Samu. Testemunhas afirmam que o socorro demorou mais de uma hora. A instrução feita pelo médico do atendimento foi que o solicitante cheirasse a vítima para verificar se tratava-se de um caso de embriaguez, segundo testemunhas.

De acordo com Guilherme Taques Correia, ele encontrou o jovem sentado em uma mureta da rua já passando mal. "Eu vi o jovem e ofereci ajuda, ele disse que estava tudo bem e já iria melhorar. Após alguns minutos, ele se levantou e caiu desmaiado no chão. Foi então que liguei para o Samu e solicitei ajuda. A atendente passou o telefone para o médico, que me instruiu a cheirar o rapaz me certificar se ele exalava cheiro de bebida. Ele ressaltou que se o rapaz estivesse bêbado era pra deixá-lo no local que ele iria levantar e ir embora assim que acordasse. Fiz o procedimento e informei que ele não cheirava bebida", detalha Guilherme.

Depois da terceira tentativa de ligação ao 192, a atendente informou que não tinha viatura disponível. Guilherme ainda afirma que a primeira ligação feita ao Samu foi por volta das 14h10 e garante que somente às 15h45 uma ambulância da Prefeitura foi enviada ao local. Os funcionários perceberam que tratava-se de algo mais sério e pediram o reforço do Samu, que só então mandou a ambulância para o local.

De acordo com Miguel Moraes Martins, coordenador médico do Samu, no momento do pedido de socorro as ambulâncias do serviço estavam atendendo outras oito ocorrências. "O que aconteceu foi que quando ligaram para o Samu pedindo atendimento para esta vítima, nós estávamos com os médicos e socorristas em outras oito ocorrências. Demos prioridade aos casos que já estavam em atendimento, por isso enviamos uma ambulância da Prefeitura e na sequência uma equipe nossa para dar apoio. Nós atendemos sim casos de embriaguez, até porque não sabemos quando trata-se de caso de embriaguez ou não", afirmou o médico, que destacou ainda que o atendimento teve início por volta das 15h15.

O suposto descaso gerou grande repercussão no Facebook. Uma professora indignada com o caso postou uma foto da vítima ainda desacordada. Internautas comentaram o assunto: "Meu Deus... Mesmo que fosse um bêbado, não merece cuidados?", indaga. Outra internauta respondeu "mas eles tem obrigação de vim ver ao chamado é uma vida, né?". A vítima foi identificada e encaminhada pelo Samu até o Hospital Geral da Unimed.

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