Escolas de samba buscam verbas para o Carnaval 2018
Mais uma vez, falta de dinheiro gera embate entre escolas de samba e Fundação Municipal de Cultura

As escolas de samba de Ponta Grossa já iniciaram os ensaios e os preparativos para o Carnaval 2018. Mas, por mais uma vez, a Liga Cultural das Organizações Carnavalescas está com o orçamento curto e enfrenta dificuldades para pagar a festa.
Os foliões esperavam R$ 60 mil para ser dividido entre as três escolas: Ases da Vila, Globo de Cristal e Cidade de Olarias. O dinheiro seria usado para comprar fantasias e montar os carros alegóricos, como nos anos anteriores a 2017. Mas a Fundação Municipal de Cultura, responsável pelos recursos, teria mostrado pouco interesse no carnaval deste ano.
"Primeiro, falaram que a Liga estaria em situação irregular, com problemas na prestação de contas. Mas isso não é verdade, temos todos os documentos em dia. Nós procuramos a Fundação para conversar sobre, mas ninguém deu certeza dos recursos e ainda não sabemos como custear os preparativos", conta o presidente da escola Cidade de Olarias, Anderson Pedroso.
Outro motivo da indignação da Liga Carnavalesca é o 'tratamento diferenciado' dado ao carnaval pela Prefeitura. Isso porque, para as festividades do Natal foram licitados aproximadamente R$ 700 mil em iluminação e estrutura ao evento - valor bem acima dos R$ 60 mil solicitados pelas escolas de samba. "Não tem como falarem em contenção de gastos, como no ano passado", diz Pedroso.
Em 2017, as escolas fizeram o desfile por conta própria, sem verbas públicas. A medida foi tomada após a Prefeitura suspender os repasses para enfrentar a crise financeira. Mesmo com a possibilidade de não haver apoio do município, a Liga Carnavalesca garante a festa. "Já estamos fazendo as fantasias, as baterias estão ensaiando. Nós vamos fazer o desfile, só não sabemos como ainda", afirma.
Reunião vai decidir futuro do carnaval
Representantes da Fundação Municipal de Cultura, da Prefeitura e da Liga Carnavalesca devem se reunir na quarta-feira (10) para decidir se haverá ou não apoio do município à festa. Por meio da assessoria de imprensa, a Fundação informou que 'a questão ainda está em discussão' e que não há, no momento, garantia de verbas para o desfile. Segundo a Fundação, depois do Carnaval de 2017, as escolas não procuraram a Prefeitura para planejar a festa deste ano.





















