Idoso cai em golpe de falso sequestro e perde dinheiro
Coagido por supostos sequestradores, idoso faz depósito em conta de bandidos. Polícia Civil alerta sobre golpes por telefone, arquitetados em presídios

Um idoso de 71 anos foi vítima de um golpe na manhã desta sexta-feira (5), no Jardim Paraíso, em Ponta Grossa. Por volta das 5 horas, ele recebeu uma ligação de criminosos que afirmavam ter sequestrado seu filho.
Assustado com as ameaças de morte, o idoso atendeu às exigências feitas por telefone e, sem pensar duas vezes, saiu às pressas de casa até uma lotérica. Ele disse a sua esposa que estava sendo assaltado antes de sair.
Logo que encontrou a primeira lotérica aberta, a vítima depositou R$ 1.500,00 em uma conta. Após o depósito, ele foi obrigado a rasgar e jogar fora todos os comprovantes da transação. Insatisfeito com o valor depositado, os criminosos exigiram mais dinheiro. O idoso foi até um banco, no Bairro Oficinas, para pedir um empréstimo. A nova transação só foi impedida pela ação da Polícia Civil.
Golpe dentro do golpe
Os policiais já haviam sido acionados no início da manhã pela família do idoso. Isso porque, enquanto ele era coagido a entregar o dinheiro pelo telefone, a sua esposa também era alvo dos bandidos. Ela recebeu uma ligação no telefone fixo da casa, na qual os criminosos afirmavam estar com o seu marido como refém.
Em um primeiro momento, a vítima acreditou na conversa, já que seu marido havia saído correndo de casa, dizendo passar por um assalto.No entanto, desta vez os estelionatários não conseguiram convencer a vítima. Eles afirmaram estar com seu marido em outro estado, sendo que fazia pouco tempo que ele havia deixado a residência.
Ao perceber o golpe, a idosa desligou o telefone e acionou a Polícia Militar e Civil. O trabalho de investigação fez os policiais localizarem o idoso sentado de frente com o gerente da agência bancária, a poucos passos de fazer um empréstimo. A vítima foi orientada pelos investigadores de que tudo se tratava de um golpe.
De dentro da cadeia
A Seção de Furtos e Roubos da 13ª Subdivisão Policial vai abrir um inquérito para investigar o crime. Segundo informações preliminares levantadas pela Polícia Civil, o golpe teria sido arquitetado e executado de dentro de um presídio. Além disso, a quadrilha teria usado telefones do Paraná e, também, do Rio de Janeiro para fazer as ligações. "Pelo tipo da ligação, com conversas de outras pessoas ao fundo, há grandes possibilidades que ela tenha sido feita de dentro de um presídio. Um dos números tem código do Paraná, mas de outra cidade, o outro é do Rio de Janeiro", comentou o delegado Fernando Jasinski, que conduziu a investigação na manhã desta sexta-feira (5). "A investigação para identificar os autores vai seguir e será feita por nós porque, em casos de estelionato, ela é feita pelo local aonde houve prejuízo à vítima", explicou.
Alerta
Segundo o delegado Fernando Jasinski, este tipo de crime tem sido comum e, para não cair nos golpes, é preciso ter calma. "Estes criminosos buscam atingir o emocional da pessoa, com informações genéricas e ameaças que fazem as vítimas, principalmente aquelas mais frágeis, se desesperarem. Dificilmente, eles possuem informações sobre a vida da vítima, que acaba passando estas informações sem perceber após ser pressionada", afirma. "A orientação é, em um primeiro momento, evitar atender ligações desconhecidas, com números estranhos. Caso isso aconteça, a pessoa tem que manter a calma, não passar informações para os supostos sequestrados e perguntar, se possível, algo que somente o familiar supostamente sequestrado saberia a resposta", orienta Jasinski.





















