Desafio de PG é manter representatividade política em 2018
Atualmente o município têm cinco deputados (três estaduais e dois federais) que articulam debates de interesse de PG e região

Com as próximas eleições gerais previstas para o dia 2 de outubro de 2018, o principal desafio de Ponta Grossa será manter a atual representatividade política. Com três deputados estaduais e outros dois representantes na Câmara Federam em Brasília, o município e a região dos Campos Gerais irão novamente às urnas em outubro para avaliar os atuais representantes. A manutenção, diminuição ou ampliação da bancada princesina dependerá, entre vários fatores, das ‘dobradinhas’ firmadas entre os candidatos e em última instância da vontade do eleitor.
Em Brasília, Ponta Grossa e os Campos Gerais contam hoje com dois deputados federais: Aliel Machado (REDE) e Sandro Alex (PSD). A expectativa é que em 2018 um novo nome entre na disputa: Marcio Pauliki (PDT) cumpre o primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Paraná e já anunciou que irá concorrer ao cargo de deputado federal em 2018. Além disso, também é esperada que ao menos um vereador que cumpre mandato no Legislativo de Ponta Grossa também lance o nome para deputado federal.
O deputado federal Sandro Alex (PSD) foi o primeiro a apontar para o cenário de incerteza sobre a representação política da região. Sandro lembrou que com ele e Aliel buscando a reeleição (fato já dado como certo), mais a candidatura de Pauliki, podem “faltar votos” para eleger os três deputados. “Apenas o resultado da eleição dirá se teremos votos suficientes ou não para eleger um, dois ou até três deputados, mas algumas pesquisas mostram que muitas pessoas tendem a anular o voto”, explicou Sandro Alex.
Já Aliel Machado (REDE) lembra que cada um dos parlamentares deverá representar setores distintos da sociedade. “No entanto, o importante é que tenhamos candidaturas que dialoguem com vários setores da sociedade e discutam melhorias para Ponta Grossa e para os Campos Gerais”, contou. O parlamentar destacou ainda a valorização do cargo de deputado federal. “O deputado federal passou a ter uma importância maior diante das emendas impositivas. A briga por recursos ficou muito acirrada, todo recurso é muito importante”, afirmou Machado.
Na visão de Marcio Pauliki (atualmente no PDT), caso ele, Sandro e Aliel façam um bom trabalho nas cidades da região (considerando também os municípios do Centro Sul e do Norte Pioneiro) seria possível eleger os três e garantir a ampliação de representatividade e dos recursos oriundos da União via emendas e programas. “Temos um contingente de votos expressivo e que poderá viabilizar a candidatura de três nomes em prol de Ponta Grossa e dos Campos Gerais”, afirmou o parlamentar.
Movimento discute estrutura pública na cidade
O movimento ‘Campos Gerais – De igual para igual’ foi criado com o intuito de discutir o déficit de PG e dos Campos Gerais em sediar estruturas públicas importantes, como era o caso da ausência da Polícia Federal e da superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF). O juiz Antônio Cesar Bochenek integra o grupo e lembra que a ideia do movimento é debater melhorias na estrutura dos órgãos públicos estaduais e nacionais presentes na região. “Hoje temos a demanda pela construção da Casa de Custódia, Ceasa e Centro de Especialidades. Caso nossa representatividade diminua, o debate sobre essas questões pode ficar enfraquecido”, sugere o magistrado.
Acipg pede ‘alinhamento’ com deputados
Outra entidade que participa efetivamente do debate político do município é a Associação Comercial, Industrial e Empresarial (Acipg). Para o presidente do órgão, Douglas Taques Fonseca, caso haja regressão no número de representantes o município sairá perdendo. O empresário sugere ainda que “seria importante” o “alinhamento ideológico dos deputados” com a própria Acipg. “Torço para que sejam deputados que estejam imbuídos em discutir temas relevantes para a cidade, assuntos esses que a Associação tem procurado debater”, afirma Taques.





















