Início de ano requer planejamento e controle das dívidas
Economista dá dicas para iniciar o ano com controle nas finanças, indicando as melhores opções de pagamento

Logo após o ‘mês das compras’, impulsionadas pela renda extra do 13º salário, vem o ano novo. Com ele, janeiro traz uma série de compromissos fiscais, com o vencimento de impostos, como IPVA, IPTU e Seguro Obrigatório, o DPVAT. Aos que tem filhos, acumula a necessidade das compras dos materiais escolares. A situação se complica quando surge a conta do cartão de crédito, em especial as realizadas no mês anterior, para as compras dos presentes – e sem contar os gastos mensais fixos, como água, luz, gás, gasolina, entre vários outros. Para evitar complicações financeiras e a perda de recursos com o pagamento de juros excessivos, o economista e doutor em economia aplicada, Emerson Martins Hilgemberg, dá dicas do que fazer para organizar as contas e iniciar o ano com as melhores condições possíveis.
A primeira recomendação de todas é não retirar recursos destinados para o pagamento do cartão de crédito ou cheque especial, para fazer o pagamento de impostos à vista. Esses dois são os maiores vilões das finanças. “São as duas coisas onde o juro é muito alto (cartão e cheque). De repente compensa quitar essas contas aproveitando o dinheiro das férias de início de ano. Arredondando, a taxa de juros chega em 10% ao mês. Se a pessoa está devendo R$ 2 mil no mês, vai pagar R$ 200 de juros. No ano vai ter que pagar R$ 2.400 em juros e continuar devendo os R$ 2 mil”, alerta Hilgemberg, que é professor na UEPG.
Quanto às despesas de início de ano, que vencem já em janeiro, o desconto de apenas 3% no IPVA não é compensador, afirma o economista, especialmente porque junto há outro gasto, o do Seguro Obrigatório. Já no IPTU, o desconto de 15% em Ponta Grossa é compensador. “Vale a pena antecipar, mas nunca com recursos do cheque especial. No caso do IPTU, há até pequenos financiamentos, empréstimos com linhas de crédito mais baratas, que compensam, dado o desconto”, diz. Já no caso do material escolar a recomendação é pesquisar muito e quitar na hora, negociando descontos. “Pagar à vista melhor negócio, porque com os juros sai caro”, completa.
Pensando nas despesas extras do início do próximo ano, o assistente administrativo Luís Carlos Rodrigues da Cruz, de 36 anos, já criou a planilha com os gastos de 2018. Ele afirma ter guardado parte do 13º salário e já ter impresso, inclusive, o boleto do IPTU, para planejar iniciar o ano sem apertos financeiros. “Procuro não gastar muito, só o necessário. Agora, tem o IPTU, IPVA, Seguro, material escolar; já imprimi os carnês para ter todos eles, para não esquecer de pagar nenhuma conta”, diz, afirmando fazer, ainda, economia de água e luz e gastar só o essencial no cartão, sem parcelar em muitos meses.
O economista Emerson Hilgemberg alerta que não é preciso aguardar até certo mês para fazer os planejamentos, como esperar a metade do ano para projetar os gastos para o ano seguinte. Ou seja, nunca é tarde para o planejamento “A pessoa pode fazer isso mensalmente e tentar, na medida do possível, zerar dividas e tentar equilibrar orçamento”, diz sugerindo colocar isso como uma das ‘metas’ na tradicional lista de afazeres para o ano seguinte. Luís Rodrigues da Cruz afirma que é o segundo ano que vai adotar uma ‘tabela de gastos’, e que isso é fundamental para uma vida financeira sadia. “Controlando todos os gastos, sei onde investir ou gastar. Ao ter noção de onde está gastando, a pessoa vai economizar”, conclui.





















