Pauliki defende ‘política de resultado’ e confirma candidatura para federal
Deputado estadual ressaltou busca de recursos para a região e confirmou intenção de disputar uma vaga na Câmara Federal em 2018
Após ter conquistado mais de 62 mil votos em 2014 quando se elegeu deputado estadual, Marcio Pauliki (atualmente no PDT) confirmou que deve ser candidato ao cargo de deputado federal no próximo ano. Ao visitar a redação do Jornal da Manhã e do portal aRede na sexta-feira (22), Pauliki apresentou um balanço do mandato e defendeu a “política de resultados”. “Não adianta ficar gritando na tribuna e não conseguir nada de positivo que mude a vida das pessoas”, disse.
Pauliki havia disputado a primeira eleição para um cargo público em 2012 quando concorreu ao cargo de prefeito de Ponta Grossa – na época com uma coligação de poucos partidos e pouco tempo de TV, Marcio ficou muito perto de ir para o segundo turno. Oriundo da iniciativa privada e com a experiência de ter sido presidente da ACIPG, Pauliki se diz contra a reeleição para o mesmo cargo e afirma estar “emprestado” para a política. “Vim aqui deixar um legado, mas não sou político de carreira”, contou.
O parlamentar destacou a parceria junto ao governador Beto Richa para liberação de recursos, mas defendeu uma conduta “independente”. “Nesses três anos de mandato consegui liberar mais de R$ 10 milhões em emendas para a cidade, deste valor ao menos R$ 6,5 milhões serão investidos em Ponta Grossa”, disse. O deputado lembrou ainda da importância da implementação do Programa Nota Solidária. “Mais de mil entidades foram beneficiadas e conseguiram recursos após essa minha proposição”, disse Marcio.
Terminando o terceiro ano do primeiro mandato na Assembleia Legislativa, Pauliki pondera que os deputados devem fiscalizar, legislar, buscar recursos e propor programas. “Consegui atuar nesses quatro campos e discutir diferentes demandas da sociedade, como a necessidade de se trazer desenvolvimento industrial para as cidades do interior, como também a defesa do pequeno e microempreendedor”, contou o deputado estadual.
Contrário à reeleição par ao mesmo cargo e também ao abandono de mandatos, Pauliki quer agora conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados. “Acredito que a região tem total condições de eleger um terceiro deputado e a Brasília precisa de nomes novos, mas que já tenham experiência no mundo político, por isso no próximo ano vou buscar aumentar a representatividade de Ponta Grossa e dos Campos Gerais na Capital Federal”, contou Marcio.
Trabalho de fiscalização
Pauliki também defendeu ações de fiscalização adotadas na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O deputado é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que trata das questões fundiárias e deverá apresentar parecer final no começo do próximo ano – Pauliki contou que a CPI irá indiciar mais de 120 pessoas, além de sugerir ações de reintegração de posse.
Pauliki busca partido de ‘centro’
Marcio Pauliki tem demonstrado descontentamento com o PDT desde o impeachment da então presidente Dilma Rousseff – o partido fazia parte da base da petista e fechou questão contra o afastamento de Dilma. Para 2018, Pauliki busca uma alternativa partidária – o destino de Marcio deve ser o mesmo do ex-senador e virtual candidato ao Governo do Estado, Osmar Dias. “Eu entrei no PDT à convite do Osmar e devo acompanhá-lo na decisão, mas isso é algo que deve acontecer apenas no próximo ano. Procuro um partido que tenha um posicionamento mais de centro, o extremo não é bom nesse momento de crise política profunda”, contou Pauliki.





















